Título: Todos Os Nossos Ontens
Título Original: All Our Yesterdays
Autor: Cristin Terrill
Série: ---
Páginas: 352
Ano: 2015
Editora: Novo Conceito
Sinopse: O que um governo poderia fazer se pudesse viajar no tempo?
Quem ele poderia destruir antes mesmo que houvesse alguém que se rebelasse?
Quais alianças poderiam ser quebradas antes mesmo de acontecerem?
Em um futuro não tão distante, a vida como a conhecemos se foi, juntamente com nossa liberdade. Bombas estão sendo lançadas por agências administradas pelo governo para que a nação perceba quão fraca é. As pessoas não podem viajar, não podem nem mesmo atravessar a rua sem serem questionadas. O que causou isso? Algo que nunca deveria ter sido tratado com irresponsabilidade: o tempo. O tempo não é linear, nem algo que continua a funcionar. Ele tem leis, e se você quebrá-las, ele apagará você; o tempo em que estava continuará a seguir em frente, como se você nunca tivesse existido e tudo vai acontecer de novo, a menos que você interfira e tente mudá-lo...


Fazer a resenha desse livro é um tanto complicada, já que qualquer coisa pode ser spoiler. Fora que não quero que passem pela situação que passei: a única que resenha que li desse livro, a pessoa me solta o plot importante logo no começo e nem avisa. Not cool, girl.. not cool.

Bom, com minha formação em três temporadas de The Flash, eu aprendi algo que Barry Allen até agora não aprendeu: não se pode mexer no passado, sem alterar o futuro. Podemos aplicar essa mesma lógica no filme Efeito Borboleta: toda vez que o carinha lá voltava e alterava algo no passado, o futuro era algo completamente diferente. E é partindo desse princípio de tempo e espaço que temos Todos os Nossos Ontens.

E estrelando o embate do livro temos...

De um lado temos Marina. Doce Marina, apaixonada desde sempre pelo seu vizinho, é uma adolescente inocente, por vezes ingênua e cega por causa de seu amor por James. Quando uma tragédia acontece em suas vidas, tudo que ela quer é proteger James. Mas o que acontece quando esse acontecimento faz sua paixão mostrar sua verdadeira cara?

Do outro lado temos Em. Vinda quatro anos no futuro pela 15ª vez – já que as suas 14 versões anteriores falharam – ela só tem um objetivo: impedir que uma máquina do tempo seja criada. Em foi forçada a amadurecer desde que uma guerra começou. Torturada e isolada do mundo, isso não fez com sua determinação de mudar o passado se alterasse.

Mas e o que essas duas pessoas tem em comum? Aí, meu caro gafanhoto, só lendo o livro pra saber. (Apesar de que essa sinopse já deixa algumas pistas) Não muito depois do começo da história, sabemos a ligação entre Marina e Em, mas nem por isso atrapalha o desenvolvimento.


Eu tinha uma ideia completamente diferente do livro e é bom quando eu estou errada e o livro me conquista da forma certa. Durante a história, não temos muitas ações e isso não é um ponto negativo. Gostei desse detalhe porque ele é equilibrado com o suspense na história. Fiquei grudada no livro para saber se minhas duas perguntas iriam ser respondidas: será que Marina vai conseguir proteger James? Será que Em vai conseguir alcançar seus objetivos? (Sexta-feira no Globo Reporter)

Todos os Nossos Ontens tem narração tanto de Marina quanto de Em. No início de cada narração, temos a identificação da narradora. Se não houvesse isso, não seria difícil identificar quem está narrando. A narração de Marina tem aquela característica da adolescente que vivia numa bolha e está descobrindo que nem tudo é do jeito que imaginou. A narração de Em é marcada pelo peso de uma pessoa que já passou muita coisa num curto tempo de vida.

O que achei interessante foi que Cristin colocou um elemento bem legal aqui: o que realmente acontece quando alguém do futuro viaja pro passado. Em alguns momentos, vemos Em e Finn – seu companheiro de viagem – tendo consequências da sua viagem, como sendo bombardeados com lembranças do futuro e correndo o risco de desaparecer para sempre. Por isso crianças, NÃO DEVEMOS MEXER COM O PASSADO! Escutou, Barry Allen?

Aquela reta final me deixou com os nervos à flor da pele. Foi realmente pra compensar a falta de tanta ação durante o desenvolvimento. Confesso que nem imaginava como seria o final, mas vi que era o único possível. Aos que ainda esperam um continuação, bad news: a autora ia sim fazer uma continuação, mas desistiu. Li que ela pretendia escrever outro livro no mesmo mundo, mas nada de muito concreto.

Se você está à procura de um livro de ficção científica sem muitas teorias confusas, mas que a história seja envolvente, Todos Os Nossos Ontens é uma ótima pedida.