Resenha #672: Rule of Wolves - Leigh Bardugo (Imprint)

Título: Rule of Wolves
Título Original: ---
Autor: Leigh Bardugo
Série: Nikolai Duology #2
Páginas: 592
Ano: 2021
Editora: Imprint
Sinopse*: Os lobos estão circulando e um jovem rei enfrentará seu maior desafio no explosivo final do instantâneo King of Scars Duology, campeão de vendas no New York Times.
O Rei Demônio. Enquanto o enorme exército de Fjerda se prepara para invadir, Nikolai Lantsov invocará cada pedacinho de sua engenhosidade e charme - e até mesmo o monstro interno - para vencer esta luta. Mas uma ameaça sombria se aproxima que não pode ser derrotada pelo dom de um jovem rei para o impossível.
A Stormwitch. Zoya Nazyalensky perdeu muito na guerra. Ela viu seu mentor morrer e seu pior inimigo ressuscitar, e ela se recusa a enterrar outro amigo. Agora, o dever exige que ela aceite seus poderes para se tornar a arma de que seu país precisa. Não importa o custo.
A Rainha dos Mortos. Disfarçada, Nina Zenik corre o risco de ser descoberta e morrer enquanto trava uma guerra contra Fjerda de dentro de sua capital. Mas seu desejo de vingança pode custar a seu país a chance de liberdade e a Nina a chance de curar seu coração em luto.
Rei. General. Espiã. Juntos, eles devem encontrar uma maneira de forjar um futuro na escuridão. Ou assistir a queda de uma nação.

ATENÇÃO! Se você não leu os livros e/ou resenhas anteriores, pode conter spoiler

“Esta é Ravka. Está sempre piorando. ”

Rule of Wolves é a aguardada continuação de King of Scars. Além de fechar mais um arco do Grishaverso, Leigh Bardugo já anunciou que esse seria seu último livro no universo por enquanto. No geral foi um ótimo final, apesar de alguns detalhes.

Nikolai Lantsov é dono e proprietário de todo meu coração e do Grishaverso. Desde sua primeira aparição lá em Sol e Tormenta, o personagem sempre se mostrou astuto, esperto e muito inteligente. Não é a toa que seu apelido é too-clever fox (raposa inteligente demais). Seu amor e lealdade por Ravka e seu povo é indiscutível. Com certeza ele é um dos melhores líderes que o país viu nos últimos anos, mas ao longo do livro vemos como ele se atormenta pela insegurança de não estar a altura de seu cargo e creio que isso é o que faz com que ele seja um bom rei.

[...] os reis faziam o que desejam; bastardos faziam o que deviam.

Zoya Nazyalensky também é uma personagem de força extraordinária. Assim como Nikolai, a general também só quer uma Ravka pacífica, principalmente para os Grisha. Mesmo que seu primeiro impulso seja responder com força bruta, ela sabe que em certas ocasiões a diplomacia é a melhor arma. Com certeza sua amizade e lealdade para com Nikolai foi um dos melhores desenvolvimentos que a Bardugo já fez nesse universo. Quase sempre ele a faz querer arrancar os cabelos com algumas ideias malucas, mas ela sempre está ali o apoiando e pronto para defendê-lo.
O amor era o destruidor.
A tristeza era a sombra que o amor deixou quando se foi.

 


Zoya e Nikolai entraram para o top 1 de casais mais angustiantes da face da vida. Se você achou que sofreu com a tensão entre Kaz e Inej (Six of Crows), saiba que isso é fichinha para o que esses dois passam. O interessante é que ambos possuem a mesma concepção de todos os motivos bem válidos de não poderem ficar juntos, o que envolve toda a política de Ravka praticamente. Os dois não pensam duas vezes em abrir mão de seu sentimento recíproco em prol do país e se isso não é ser racional e focar no que importante, não sei mais o que poderia.

"Porque estou ávido por ver você. Porque a perspectiva de enfrentar essa guerra, essa perda, sem você, me enche de medo. Porque acho que não quero lutar por um futuro se não consigo encontrar uma maneira de fazer um futuro com você."

Nina Zenik foi uma personagem que tive sentimentos bastante conflituosos em sua participação, desde King of Scars. Como eu comentei com algumas amigas, a Bardugo se precipitou demais em certos aspectos do plot da espiã. Inclusive, essa parte dela infiltrada em Fjerda foi muito bem conduzida; as informações que ela conseguia, mesmo correndo perigo de ser descoberta, foram de vital importância na guerra entre os dois países. Mas, nem tudo foram flores.

Você pode escolher a fé ou o medo. Mas apenas um trará o que você deseja.

A partir daqui, os comentários vão conter spoilers de Six of Crows, mais precisamente do final de Crooked Kindgom. Leia por sua conta e risco.


[ALERTA DE SPOILER]


Por mais que eu entenda que a Nina não poderia passar a vida toda sofrendo pela morte do Matthias, esse foi o ponto que a Bardugo pecou a mão pra mim. Simplesmente ela não me convenceu com Nina e Hanne. 

Sempre que ela fazia com que a Nina tivesse seguido em frente, ela sempre puxava a memória do Matthias e assim fica complicado você torcer para que a personagem seja feliz quando ela começa a pensar no seu amor antigo, ainda mais estando já envolvida com outra pessoa. Fora que em certos momentos nem parecia que ela havia realmente superado o cara, porque até algumas de suas tomadas de decisões eram baseadas no que ele esperaria que ela fizesse. Como a própria Denise (Queria Estar Lendo) comentou, era como se a Nina falasse "olhaí Matthias, o que eu fiz pensando em você".

Entendo que a Bardugo quis fazer como se a Nina não esquecesse completamente o Matthias, até porque ele foi uma pessoa importante na vida dela, mas essa constante sempre em seus pensamentos e ações (até mesmo quando já estava envolvida romanticamente com Hanne) simplesmente era muito contraditório e fez com que o desenvolvimento da personagem fosse por água abaixo.

[FIM DO SPOILER]


Apesar de ter achado o ritmo desse livro mais lento que o primeiro, gostei de como a Bardugo conduziu essa finalização. Eram muitas pontas soltas e vários cenários para serem finalizados. O legal é que nessa duologia a história não ficou presa somente em Ravka. Desde o primeiro livro, temos uma maior participação de Fjerda e aqui vemos um pouco mais de Shu Han. Os vários pontos de vista na narração ajudam a história ter uma melhor ambientação. A questão das intrigas políticas foi um ponto bem forte na duologia.

“Se os lobos vierem uivando, nós os enfrentaremos. Por enquanto, a raposa os encontrará por conta própria. ”

Algo que a autora serviu bem foi no fanservice. Desde o final do livro anterior já era esperado a participação de certos personagens, mas haviam outros que eu não esperava e surtei horrores. Quase sempre eu não curto muito fanservice, mas quando é bem feito só tem todo meu apreço.

"[...] um menino com uma mente inquieta, um homem em necessidade perpétua de desafio. Ele decidiu que a base era um quebra-cabeça e não resistiu em encontrar a solução."

Oficialmente, Rule of Wolves é o livro que fecha o Grishaverso, mas ao final da história fica um bom gancho caso a autora queira voltar futuramente, ainda mais em algo que muitos fãs praticamente imploram. Se um dia virá, quem sabe... particularmente prefiro que fique do jeito que está e que a Bardugo vá explorar e construir novos universos do jeito maravilhoso que ela sabe fazer.

Resenhas anteriores
Livro 1 - King of Scars

3 Comentários

  1. Oie, tudo bem?
    Ainda não conhecia, valeu pela dica!
    Blog Entrelinhas

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  2. Oi, Lu! Tudo bom?
    Sim sobre tudo a respeito da Nina. Ela tentou convencer a gente de que essa duologia era o arco de superação dela, mas ficou mais um repeteco e a memória do Matthias martelando tudo que ela fazia do que qualquer outra coisa. Tinha MUITO potencial, mas se perdeu completamente. E aquela decisão final em relação ao príncipe eu ????????????? realmente espero que, se chegar em S&B, a série fanfique direito. Porque ficou MUITO bizarro.
    De resto, perfeito sem defeitos. O final do spoiler* foi SENSACIONAL e bem feito. Zoya e Nikolai meu tudo!

    Beijos, Nizz.
    www.queriaestarlendo.com.br

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  3. Oi Luiza, tudo bem?
    Ainda não conhecia o livro, mas que bom que mesmo com algumas ressalvas a autora conseguiu construir um bom final.

    *bye*
    Marla
    https://loucaporromances.blogspot.com/

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