Título Original: 1922
Sinopse: Wilfred James (Thomas Jane), até então um pacato fazendeiro, bola um plano macabro para solucionar o seu problema financeiro. Ele decide assassinar Arlette (Molly Parker), sua mulher. Mas, para conseguir fazer tudo direito, Wilfred precisa convencer Henry (Dylan Schmid), seu filho, a ajudá-lo.
Elenco: Thomas Jane, Molly Parker, Dylan Schmid, Neal McDonough, Brian D'Arcy James, Eric Keenleyside, entre outros
Duração: 101min
Roteiro: Zac Hilditch
Produção: Samantha Housman, Shawn Williamson
Direção: Zac Hilditch


Creio que Stephen King é um dos autores que mais teve suas obras adaptadas, seja em filmes ou séries. Só esse ano, foram lançadas seis adaptações suas: It - A Coisa (remake mas a gente conta), A Torre Negra (um pouco decepcionante), Mr. Mercedes (aprende ae, galera de), The Mist (que é um insulto), Jogo Perigoso e, recentemente, 1922.

1922 é um conto que faz parte da coletânea Escuridão Total Sem Estrelas, que já teve mais dois contos também adaptados: Um Bom Casamento e Gigante do Volante (que ainda não assisti, mas pretendo). 1922 foi o que menos gostei, por ser muito extenso e cansativo em certas partes. Felizmente isso não aconteceu com a adaptação feita pela Netflix.

Com pouco mais de 1h40min de duração, 1922 conseguiu ser bem fiel ao conto original. O filme focou nos detalhes certos da história, sem em nenhum momento ficar cansativo. O meu problema no conto foi justamente algumas divagações do narrador, fato que não apareceu por aqui.

Quanto aos personagens, os atores fizeram bem seus papéis. Apesar de não aparecer muito em cena, Molly Parker encarnou a Arlette do conto, com seu ar superior e sua determinação. Thomas Jane também foi ótimo no papel de Wilfred, com todo o ar calculista e frio do personagem. Destaque para Dylan Schmid no papel de Henry James. No conto, eu achava o personagem bem tapado e um tanto beberrão; aqui na adaptação ele já teve uma construção melhor.

Um detalhe que eu achei interessante foi a maquiagem do Wilfred. Tanto em cena com outros personagens quanto sozinho, sua pele parecia estar sempre suja. Eu creio que foi um jeito de externalizar o outro homem que habita dentro dele, como o próprio coloca.

Assim no conto, o filme também conseguiu retratar de forma bem realista a vida das pessoas do interior dos EUA no começo dos anos 20, principalmente sua mentalidade. Só um detalhezinho no final que não curti muito, mas porque eu li o conto original e senti falta. De resto, como já falei, está de parabéns a adaptação.

1922 entrou no catálogo da Netflix na última sexta e é uma boa pedida para aqueles que querem conhecer algo do King sem que envolva palhaços ou hotéis amaldiçoados.