Título: Estudo Independente
Título Original: Independent Study
Autor: Joelle Charbonneau
Série: The Testing #2
Páginas: 320
Ano: 2014
Editora: Única
Sinopse: Cia Vale tem dezessete anos e tem tudo o que sempre sonhou: um amor perfeito, um lugar na universidade e um futuro como uma das líderes da Comunidade das Nações Unificadas. No entanto, apesar de todos os esforços do governo para apagar a memória de Cia, ela ainda lembra o que aconteceu. Ela precisa escolher entre ficar em silêncio e proteger a si mesma e as pessoas que ama ou expor o Teste e o que ele na verdade é, um programa assassino que deve ser impedido. O futuro da Comunidade depende dela.
No segundo volume da saga de Joelle Charbonneau, a chance de fazer parte da revitalização de uma civilização pós-guerra colide com o desejo de fazer oque o coração manda.


ATENÇÃO! Se você não leu os livros e/ou as resenhas anteriores, pode conter spoiler

Em Estudo Independente, vemos como Cia está lidando com tudo o que aconteceu depois d’O Teste. Ela, Tomas e alguns de seus amigos estão no lugar onde muitos queriam estar: a Universidade. Agora ela não tem mais nada do que se preocupar a não ser os estudos, certo? ERRADO!

Quando perguntam para Cia (ou para mim) se a vida melhora na universidade
Quem pulou a fila da sorte e por que foi a Cia? Gente, a bichinha não tem um minuto de paz sequer. Além de toda pressão dos estudos, ela não perdeu a memória completamente e tudo isso a assombra. Mas se você pensa que ela deixa isso abater, está muito enganado.

Desde o livro passado, o que mais gostei da Cia foi sua inteligência, perspicácia e raciocínio rápido. Como falei, de trouxa ela tem só a cara e isso pode até ser um ponto positivo pra ela. Aqui, vemos como tudo o que ela passou n’O Teste mudou alguns de seus conceitos para com a Comunidade Unida. A Cia que foi recrutada para O Teste já não existe mais.

Por conta desse amadurecimento forçado, Cia se tornou uma pessoa mais segura de si, confiante e destemida na medida certa. Ela ainda quer sim ajudar na recuperação de seu país, mas sabe que não pode confiar em todo mundo.


Outro ponto que fez Cia se tornar uma das minhas mocinhas favoritas de distopia é que ela não deixa seu relacionamento com Tomas tirar o foco principal da situação. Aqui, esse relacionamento um tanto frágil fica mais balançado do que nunca, já que Tomas escondeu algo muito importante para ela. Mas, ao invés de ficar se choramingando pelos cantos (OK que ela pode e sofre um cadinho), Cia sabe e faz com que isso não a distraia do seu foco na universidade.

Esse livro tem menos ação que o outro, porém isso não é um ponto negativo. Ao longo da narração, vamos descobrindo um pouco mais sobre os governantes e todo o sistema político da Comunidade Unida, algo que ficou muito por alto no livro anterior. Fora isso, temos inserções de conspirações para golpes (Braseeel mandou lembranças #ForaTemer) e uma possível ameaça rebelde querendo acabar com esse primo rico e malvado do ENEM.

Temos a inserção de novos personagens bem interessantes e que, de alguma forma, estão interessados na Cia, como a presidente Annelline Collinda e a diretora Holt. Também temos a volta dos que não foram e que tiveram um maior destaque nessa história, como o doutor Barnes (que eu imagino como o Aidan Gillen).

Com uma narrativa que te prende do começo ao fim, Estudo Independente construiu um ótimo ambiente para o arremate final da história em A Formatura.


Resenhas anteriores
Livro 1 - O Teste (The Testing)