Título: Caraval
Título Original: ---
Autor: Stephanie Garber
Série: Caraval #1
Páginas: 416
Ano: 2017
Editora: Flatiron Books
Sinopse*: Scarlett nunca saiu da pequena ilha onde ela e sua amada irmã, Tella, vivem com seu poderoso e cruel pai. Agora, o pai de Scarlett arranjou um casamento para ela, e Scarlett acha que seus sonhos de ver Caraval, o longínguo, uma vez por ano, onde a platéia participa do show, acabaram.
Mas este ano, o convite que Scarlett sonha há muito tempo chega finalmente. Com a ajuda de um misterioso marinheiro, Tella leva Scarlett para o show. Somente, assim que chegam, Tella é seqüestrada pelo organizador do mestre de Caraval, Legend. Acontece que o Caraval da temporada gira em torno de Tella, e quem a encontrar primeiro é o vencedor.
Scarlett foi dito que tudo o que acontece durante Caraval é apenas um desempenho elaborado. Mas ela, no entanto, se envolve em um jogo de amor, desgosto e magia com os outros jogadores do jogo. E se Caraval é real ou não, ela deve encontrar Tella antes que as cinco noites do jogo acabem, um perigoso efeito dominó de conseqüências é desencadeado, e sua irmã desapareça para sempre.


Bem-vindo, bem-vindo ao Caraval! O maior show em terra ou pelo mar. Dentro, você experimentará mais maravilhas do que a maioria das pessoas veem na vida.*

Quando vi essa capa lindíssima de Caraval, me apaixonei. Depois que li a sinopse, sabia que iria ter de ler esse livro. Digo que está valendo todo o hype que está recebendo. (Hype este desconhecido por minha pessoa, graças a Deus!)

Caraval é um livro muito descritivo, mas não um descritivo daqueles cansativos à la Tolkien. Narrado em terceira pessoa, com foco em Scarlett, somos apresentado a todo um mundo que é Caraval, novo e diferente de tudo que Scarlett já viu . As descrições sobre o local onde se encontra Caraval são daquelas bem vividas, daquelas de fechar os olhos e realmente se imaginar naquele lugar.

Algo que achei legal e diferente foi a associação que Scarlett fazia com cores e emoções. Não, era não era nenhuma psíquica e nem via aura de ninguém. Eu acredito que cores transmitem emoções e emoções podem ser representadas por cores. Essa associação dá uma realidade a mais nos sentimentos. E o que dizer de um vestido que se transformava de acordo com essas emoções? (Vibes daquele anel das emoções, mas ok!)

Cor suave como veludo e tão afiada quanto faíscas que se transformaram em estrelas.*

Scarlett Crimson foi uma mocinha que, apesar de alguns detalhes, me conquistou. Apesar de parecer um disco quebrado toda hora se relembrando sobre seu casório, vamos vendo ela ter um ótimo crescimento durante a história. Tudo que ela mais queria era só se casar, levar sua irmã junto e viver longe das ameaças e agressões do pai. Mas, ao longo do jogo, ela vai percebendo que se anular e viver segura sem realmente ter vivido não é um modo legal de se levar a vida.

Julian também foi um mocinho que me conquistou logo na primeira cena. Um tanto misterioso quanto a sua ida para Caraval, ele se torna um tanto protetor e leal a Scarlett, mas sem subjulgá-la. A química entre os dois não ficou algo forçado. O papel dado a ele nesse jogo foi algo que me surpreendeu, mas nem por isso deixei de gostar menos dele.


Temos uma mocinha e um mocinho, mas aqui o foco não é o romance. Apesar de muitas vezes achar um tanto exagerada essa lealdade cega de Scarlett para Donatella, o foco da história é a relação entre as irmãs e o autoconhecimento. Scarlett não estava ali somente pelo jogo; ela estava ali para salvar a vida da pessoa que ela mais ama e se importa no mundo.

Um personagem que sempre estava ali era Legend, o master de Caraval. Ele só foi dar as caras realmente quase no final, mas sua presença estava por todo o lugar, como um fantasma. É como se ele e Caraval fosse somente um só.

Tudo o que você já ouviu sobre Caraval, não se compara à realidade. É mais do que apenas um jogo ou uma performance. É o mais próximo que você encontrará para a magia neste mundo.*

De certa forma, Scarlett me lembrou a Callie, de Nove Regras A Quebrar Antes de Se Apaixonar. Tendo a mãe as abandonado quando criança, Scarlett tomou pra si a responsabilidade de proteger e cuidar da sua irmã mais nova Donatella do pai extremamente agressor. Com isso, ela se tornou uma pessoa bem temerosa de fazer qualquer coisa, com medo da represália do pai. Quando sua irmã se torna parte do jogo que é Caraval, mesmo com todo esse medo, ela parte para salvá-la. Ou seja, as duas, apesar de suas personalidades, elas decidiram assumir certos riscos.

Toda pessoa tem o poder de mudar seu destino se eles são corajosos o suficiente para lutar pelo que desejam mais do que qualquer outra coisa.*

Falando em Donatella, comecei a história morrendo de ódio dessa garota. Assim como Legend, sua presença era constante, apesar de quase não aparecer. Durante boa parte da história, eu só conseguia vê-la como uma garota mimada e egoísta, que não se importava tanto quanto Scarlett se importava com ela. Não vou mentir que desejei a morte dela umas 1931812294 vezes durante a leitura, mas quando seu papel foi realmente revelado, eu fiquei “CA-RA-CA! Me perdoa, gata, por favor!”. Foi uma das coisas que eu realmente não previ.

O que mais gostei aqui e me fez dar essa nota foi justamente essa falta de previsibilidade da história. Ok que até certa parte dá pra realmente achar a história um tanto previsível. Então é aí que começam os tiros. Da metade em diante, aconteceu tanta coisa que meu terceiro olho não previu. Um plot twist atrás do outro que, quando eu estava me recuperando de um, vem outro bem e BUM! bem nos peitos. Devo ter tido uns mil infartos até o final do livro. Como diz a minha amiga gaúcha: é de cair os butiá dos bolsos.

Falando em final, foi um final fofinho e bonitinho, condizente com a história. Um tanto fechadinho... até que chegamos no epílogo. Olha, gente... que epílogo! Eu estou aqui torcendo logo para o segundo livro porque aquilo não se faz com as pessoas.

Euzinha, ao final do livro (mais preciso, após o epílogo)
Aos interessados, não fiquem tristes. Nos agradecimentos, a autora comenta que o livro sairá aqui pela Novo Conceito e, recentemente, no twitter eles comentaram que o lançamento está previsto para o segundo semestre. (Só espero que não faça como fizeram com trilogia Starbound e esqueçam no churrasco) (Tirei print desse comentário deles no twitter porque eu trabalho com provas) Estou torcendo muito para que eles mantenham essa capa linda! E esse é o primeiro de uma duologia #yay

Então, quando a magia de Caraval bater em terras tupiniquins, não pense duas vezes e embarque nessa aventura.

[UPDATE 03/04] A Novo Conceito adiantou o lançamento do livro. Caraval já está em pré-venda, com lançamento previsto pro dia 30/06

* Traduções feitas por mim