Sinopse: Em Sandman, um mago tenta capturar a Morte (Kirby Howell-Baptiste) para barganhar pela vida eterna, no entanto, acaba prendendo seu irmão mais novo Morpheus (Tom Sturridge), o Rei dos Sonhos. Temendo por sua segurança, o mago o mantém preso em uma garrafa de vidro por décadas. Após sua fuga, Morpheus, também conhecido apenas como Sonho ou Sandman, parte em busca de seus poderosos objetos perdidos. Ele está determinado a trazer de volta a ordem para seu Reino e fará o que for preciso para restaurar seu mundo, agora deteriorado depois de sua ausência. Morpheus faz parte de uma família conhecida como Os Perpétuos, um grupo de criaturas imortais que controlam vários aspectos do universo. Além de Morpheus, estão entre os membros A Morte, O Destino, A Destruição, O Desejo, O Desespero e O Delírio. Mesmo rivalizando com alguns de seus irmãos, Sonho precisará da ajuda deles para recuperar seu Reino e reconstituir totalmente seus poderes.
Criação: Allan Heinberg
Produção: Iain Smith
Elenco: Tom Strurridge, Gwendoline Christie, Vivienne Acheampong, Boyd Holbrook, Charles Dance, Kirby Howell-Baptiste, David Thewlis, Stephen Fry, Jenna Coleman, Patton Oswalt, Mason Alexander Park, entre outros


Um dos trabalhos mais famosos e conhecidos do Neil Gaiman é Sandman, que agora conta com uma das adaptações mais lucrativas na Netflix. Eu não conferi as HQs, mas terminei de maratonar a série querendo fazer isso.

Lembro do reboliço que foi na época que começaram a nomear o elenco da série. Muitos reclamaram por conta de um Lúcifer mulher, uma Morte negra e por aí vai... o que não entendem (e aqui entra o que se dizem fãs do Gaiman) é que o autor sempre teve minorias como personagens de suas obras. Como comentei com uns amigos, a minoria nas obras do Gaiman é ser hetero e é sobre isso. E olha que eu só consumo suas obras adaptadas.

Reclamações à parte, não tenho o que reclamar das escolhas. Tom Sturridge é um nome que fiquei conhecendo com a série e não tenho o que reclamar do seu Sandman. Jenna Coleman como Johanna Constatine (por razões de contrato, rolou aí uma mudança de sexo no personagem) não fez feio; inclusive pode mandar mais que foi pouco. Gwendoline Christie maravilhosa como sempre e aqui temos Lucifer nos acontecimentos pré-série. Porém destaque mesmo vai para o Pesadelo Coríntio, de Boyd Holbrook.

Essa primeira temporada passeia por alguns arcos que se iniciam e finalizam nela mesma, apesar de algumas pontas surgirem para próximas temporadas, como a participação de Desejo (Mason Alexander Park), que eu queria bem mais e promete ser um personagem que vai causar bastante.

A série conta com dez episódio que varia entre 40 e 50 minutos, mas que passam rápido que você nem percebe. O texto tem um tom melancólico e possui várias reflexões, principalmente os episódios cinco e seis que eu esperava qualquer outra coisa e recebi crise existencial. Nota final: 10/10.

E assim, Sandman se consagra como mais uma adaptação maravilhosa de Neil Gaiman. Ainda não foi anunciada uma renovação, mas a série em sua primeira semana estava no primeiro lugar em 89 países, então é só uma questão de tempo pra isso acontecer.