Título: O Jogo do Coringa
Título Original: Wildcard
Autor: Marie Lu
Série: Warcross #2
Páginas: 304
Ano: 2019
Editora: Rocco / Selo Fantástica Rocco
Sinopse: O que fazer quando a mais popular tecnologia de realidade virtual está interferindo diretamente no cérebro dos usuários? Em O Jogo do Coringa, sequência de Warcross, a hacker adolescente Emika Chen precisa decidir se vale a pena o risco de aceitar a proposta do misterioso Zero e enfrentar Hideo Tanaka, o bilionário dono da Henka Games. O poderoso Hideo, além de idolatrado por crianças, jovens e adultos, conquistou o coração de Emika, que terminou o romance ao descobrir que ele era o criador do programa que acabou com o livre-arbítrio de boa parte da população mundial.
A oito dias da cerimônia de encerramento do campeonato mundial de Warcross, jogo de realidade virtual que encanta multidões, Emika Chen caminha pelas ruas de Tóquio com a sensação de estar sendo observada. Ela vai se encontrar com os integrantes do Phoenix Riders, seus antigos companheiros de time, para falar sobre o perigo da nova versão das lentes NeuroLink, que permitem ao usuário criar mundos virtuais indistinguíveis da realidade. Desenvolvido por Hideo Tanaka, criador do Warcross, o equipamento tem um algoritmo que controla os usuários e já chegou a 98% dos habitantes do planeta. Emika e seus amigos estão entre as poucas pessoas que podem fazer a situação voltar ao normal, mas precisam ser rápidos – as versões do NeuroLink usadas por eles serão atualizadas durante o evento que marca o fim da competição.
Mas a perspectiva de ter o cérebro controlado por Hideo não é o único problema de Emika: ela é alvo do misterioso Zero, que diz querer deter o dono da Henka Games e fará de tudo para a jovem trabalhar com ele. Desconfiada, a hacker hesita, mas aceita a proposta quando descobre que sua cabeça está a prêmio entre os caçadores de recompensas e é salva por Jax, uma assassina profissional enviada por Zero. Mesmo se comprometendo a colaborar com a destruição de Hideo, Emika tem esperança de convencer o bilionário a desativar o algoritmo sem precisar recorrer à violência.
Paralelamente, Emika investiga Zero e descobre que ele, na verdade, é Sasuke, o irmão mais novo de Hideo que desapareceu quando os dois eram crianças. Enquanto Hideo sempre falou com carinho e saudade do caçula, cujo desaparecimento a família nunca superou, Zero é frio em relação ao irmão e parece não sentir falta dele e dos pais. O que terá provocado tamanha indiferença? Com a ajuda dos Phoenix Riders, a hacker está disposta a desvendar o mistério, mas ao correr atrás dessa história ela pode colocar em perigo a própria vida, a de Hideo e a de seus amigos. Acompanhe a trama eletrizante escrita por Marie Lu, que surpreende os leitores até a última página.


ATENÇÃO! Se você não leu os livros e/ou resenhas anteriores, pode conter spoiler

Vou começar dizendo que isso não é uma sinopse… é um resumo mesmo porque olha...

O Jogo do Coringa é o livro que finaliza a história iniciada em Warcross. E mais uma vez a Marie Lu acertou em uma história que te surpreende do início ao fim.

O livro se inicia exatamente de onde terminou Warcross. Emika sabe dos verdadeiros planos de Hideo para o NeuroLink e se vê diante de uma proposta de ajuda de Zero para derrubar o algoritmo. Porém, ela ainda tem algumas dúvidas quanto ao hacker e, quanto mais ela descobre, mais ela se vê envolvida em uma conspiração para tomar o NeuroLink das mãos de Hideo.

Emika Chen é minha guerreirinha. Adoro como ela tem várias camadas na personalidade. Ao mesmo tempo que ela está determinada a derrubar o algoritmo do NeuroLink de qualquer forma, ela também tem suas dúvidas e inseguranças em relação ao que isso vai representar não somente para Hideo, mas para população mundial que utiliza a rede.

Por ser narrado pela perspectiva de Emika, somente temos sua visão do CEO da Henka Games. Confesso que uma narração de Hideo enriqueceria a história. O jovem anda naquela linha cinza entre o que é certo e errado, e eu queria um pouco mais de aprofundamento nos seus pensamentos.


Quanto aos personagens secundários, temos um pouco mais de destaque nos jogadores da antiga equipe de Emika. A garota está acostumada a fazer tudo sozinha e agora precisa aprender a confiar nas pessoas para que seus planos deem certo.

Vi algumas resenhas comentando sobre o ritmo um tanto arrastado do livro. Bom, ainda bem que não aconteceu isso comigo. No primeiro livro, ele pareceu sim ser mais rápido por conta das narrações dos jogos do Warcross e entendo o motivo por isso não ter acontecido aqui. Além do término do campeonato, temos o fato do plano de Emika está correndo contra o tempo para colocar seu plano de derrubar o NeuroLink em prática. Mesmo assim, achei o livro com um bom ritmo, que te prende a cada página.

Da metade em diante, temos muitas revelações e altos plots twists que deram uma profundidade em tudo o que é Warcross e Neurolink. Sou vacinada em Marie Lu e não esperava menos da autora, mas isso não significa que não me surpreendi. O que pode ser um ponto não muito bom são algumas situações arrastadas, mas nada que influenciou na minha nota.

Gostei bastante de como a autora fechou toda a história de Emika e Hideo. Foi um final bastante verdadeiro e bem próximo da realidade. No geral, todo o livro foi bem desse jeito: algo que eu já esperava que acontecesse e me agradasse. Fui com muita expectativa e suposições e não me decepcionei.

Indico a duologia para todos aqueles que gostam de histórias que abusam da tecnologia, com personagens carismáticos e um ritmo bem eletrizante.

Resenhas anteriores
Livro 1 - Warcross