Título: Scarlet
Título Original: ---
Autor: Marissa Meyer
Série: The Lunar Chronicles #2
Páginas: 464 (BR: 480)
Ano: 2013 (BR: 2014)
Editora: Feiwel and Friends (BR: Rocco Jovens Leitores)
Sinopse*: Depois de Cinder, estreia de sucesso de Marissa Meyer e primeiro volume da série As Crônicas Lunares, que chegou ao concorrido ranking dos mais vendidos do The New York Times, a autora está de volta com mais um conto de fadas futurista. Scarlet, segundo livro da saga, é inspirado em Chapeuzinho Vermelho e mostra o encontro da heroína ciborgue que dá nome ao romance anterior com uma jovem ruiva que está em busca da avó desaparecida.
Em uma trama recheada de ação e aventura, com um toque de sensualidade e ficção científica, Marissa Meyer prende a atenção dos leitores e os deixa ansiosos pelos próximos volumes da série.


ATENÇÃO! Se você não leu os livros e/ou as resenhas anteriores, pode conter spoiler

Scarlet é o segundo livro da série Crônicas Lunares e foi mais um livro que não caiu na maldição. OBRIGADA GOD E TODOS OS ENVOLVIDOS. Além de focar em Cinder e Kai - nosso casalzinho otp de Cinder -, Marissa nos presenteia com novos personagens e fatos reveladores que só aumentam nosso desejo de saber como vai acabar tudo isso.

A narração da história é focada em três espaços-tempo. De início, pode parecer confuso, mas esses espaços estão interligados a partir de Cinder. Não vou falar muito da história por risco de rolar spoilers.

– Acho que percebi que preferia morrer por tê-los traído a viver porque traí você.*

Cinder teve seu papel de livro introdutório de todo esse mundo novo da Marissa. Já Scarlet cumpriu seu papel de livro esclarecedor de altas tretas e dúvidas que foram levantadas no livro anterior. O ritmo desse livro foi um tanto diferente e bem mais energético que o livro anterior, deixando difícil a tarefa de largar para fazer as obrigações que a sociedade nos impõe.

De um lado temos Cinder, tentando digerir tudo o que descobriu sobre seu passado e, ao mesmo tempo, fugindo de Levana para salvar sua vida. Do outro lado, temos Kai lidando com toda a situação que envolve Cinder, inclusive sua fuga e o que isso acarretará para seu império. Apesar de não terem tido muito destaque, os capítulos em que aparecem são suficientes para matar saudades.


Já na Europa, temos Scarlet à procura de sua avó, que desapareceu misteriosamente, contando com a ajuda do misterioso e taciturno Wolf. De início fiquei pensando como Marissa iria conectar essa parte da história com o que já havia acontecido no livro anterior. Só digo que ela não deixou nada a desejar.

– Não me agradeça por contar a verdade quando teria sido misericordioso mentir para você.*

Scarlet e Cinder são um pouco parecidas, porém a primeira tem um gênio mais forte. Enquanto todos estão dizendo para ela desistir de encontrar sua avó, Scarlet segue firme e forte em sua busca, não deixando se abater pelos vários nadas que vai encontrando pelo caminho. Além de ser bem determinada e leal, adorei o fato dela ser destemida e não ter medo de fugir de uma luta.

Wolf foi um personagem super bem construído. Tudo nele tem aquele ar misterioso, que nos deixa a pensar quem é ele de verdade. Ao vê-lo ajudar Scarlet, é perceptível que ele se preocupa com ela de verdade, por muitas vezes tentando convencê-la a deixar a busca por sua avó de mão. Claro que a francesa não ia desistir da sua única família e, mesmo não compactuando da mesma opinião, Wolf continuava a seu lado.

A química entre Scarlet e Wolf não é algo forçado. A atração entre os dois pareceu ser mais forte que entre Cinder e Kai, que saltava das páginas. O desenvolvimento do relacionamento entre os dois foi bem interessante porque Scarlet estava naquela de “já que só tem tu, vai tu mesmo” e Wolf tinha seus próprios motivos para ajudar Scarlet. No fim das contas, há o nascimento de uma amizade e companheirismo entre os dois.

– Eu esperava impressionar você ontem à noite, mas parece que o tiro saiu pela culatra.
– Não costumo me deixar impressionar por homens com problemas para controlar a raiva que sequestram minha avó e me seguem por aí...*

Nesse livro somos apresentados também ao capitão Thorne (mocinho do livro Cress). Quando me falaram que ele seria a melhor pessoa da série, eu estava na dúvida por motivos de Iko, mas os dois ficam empatado em primeiro lugar. Capitão Thorne é aquele personagem impossível de não gostar. As conversas dele com Cinder e, futuramente, Iko são uma das melhores partes desse livro. Foi bem legal acompanhar o desenvolvimento da amizade dele com Cinder. Já não vejo a hora de ler Cress.

Ele [Thorne] olhou para os controles, boquiaberto.
– Por que minha nave está conversando comigo?
– Sou eu, seu idiota.
Ele inclinou a orelha na direção do alto-falante.
– Cinder?*

Não lembro se comentei na resenha passada, mas os livros são divididos em quatro “livros” que são iniciados com passagens dos contos originais. Achei isso bem legal por essas passagens estarem ligadas com os acontecimentos que seguem. Algo que me fascinou nesse livro foi como Marissa fez sua própria versão do encontro da Chapeuzinho Vermelho com Lobo Mau vestido de Vovózinha. Gente, só digo que AMEI!!!

Com algumas respostas dadas, Scarlet termina com ganchos interessantes e de deixar louco para começar logo Cress.


Resenhas anteriores
Livro 1 - Cinder

* Sinopse e quotes retirados da edição da Rocco Jovens Leitores