Título: A Noiva Devota
Título Original: ---
Autor: Mari Scotti
Série: Família Hallinson #2
Páginas: 248
Ano: 2016
Editora: Independente
Sinopse: Nascer um Hallinson jamais foi tão promissor como em sua geração, no entanto, carregar esse sobrenome era ao mesmo tempo uma dádiva e uma maldição para os herdeiros do amor lendário de Mical e Octávio. Tudo porque Madascocia tornou-se a cidade do casal que venceu uma maldição. Muitos curiosos passaram a visitá-la em busca de felicidade, amor eterno, casamentos duradouros e a solução para seus dilemas. Além das inúmeras superstições como passar pela sombra de um Hallinson; lançar cartas ao rio Llyin que corta a Mansão de Bousquet; as donzelas e matriarcas almejavam matrimônio com um dos jovens herdeiros.
Tentando adiar ao máximo esse desfecho, Samuel prolongou os estudos, mas, a saudade de uma donzela o faz retornar para casa antes do previsto.
É em um baile que todos os seus planos de a cortejar ruem. Flagrado em uma situação comprometedora, vê-se obrigado a se casar.
Ela sempre soube como se esconder da sociedade, como passar desapercebida entre as pessoas e não chamar atenção. Não que fosse complicado, ela era a mais nova das filhas, a menos formosa de sua casa. A que nasceu com uma ofensiva deficiência. Por acreditar que jamais seria notada, Rosalina guardou um grande segredo: seu amor por Samuel Hallinson. O que ela não esperava era cruzar o caminho do rapaz em um dos momentos mais constrangedores de sua vida e mudar seus destinos bruscamente.


Se você não leu os livros e/ou resenhas anteriores, não se preocupe. 
Essa resenha é livre de spoilers

A Noiva Devota conta a história de Samuel Hallinson - um dos filhos de Mical e Octávio - e Rosalina Acker. Por conta de um mal entendido, os dois acabam por ter de noivar e, consequentemente, casar. OK, seria tudo tão fácil se fosse somente isso…

Rosa (para os íntimos) é uma moça inocente, sonhadora e muito encantadora. Ela possui uma pequena deficiência na perna e isso faz com que ela se sinta bastante insegura, mas, aos poucos, vamos vendo uma outra faceta dela: uma moça inocente sim, sonhadora também, mas forte e muito madura ao encarar alguns acontecimentos. Quando ela se vê noiva de Samuel, o cara que ela é apaixonada desde os seis anos (o que achei bem precoce de sua idade, já que com seis anos eu ainda brincava de bola na rua), ela se vê a mulher mais feliz do mundo. Essa felicidade foi conquistada, mas não sem antes alguns probleminhas.

Samuel é um carinha que me faz sentir amor e raivinha tudo ao mesmo tempo, mas nenhuma raiva que fosse perpetuar para sempre. Samuel foi dar uma de bom samaritano, mas ele acabou tendo de noivar a irmã mais nova da mulher que amava. Mas amava mesmo? Aos poucos, ele vai percebendo um outro lado de Rosalina e se encantando por ela. Só que foi meio difícil Rosa saber disso, afinal, era cada close errado que ele dava que… meu santo Jesus coroado! Era cada situação que dava vontade de dar uns tapas nele. Nesse momento era quando eu respirava fundo e analisava a situação que ele estava passando.

Além de ter de noivar outra mulher, Samuel já estava na sua segunda faculdade (e eu aqui sem nem terminar a minha primeira #todoschora), mas ele não estava feliz com isso pois sentia que lhe faltava algo; sem contar na pressão da história de amor de seus pais. E a cereja do bolo é os sentimentos que Rosa despertava nele. Então, creio que isso tudo é motivo suficiente para mexer com a cabeça do rapaz. No fundo do fundo, Samuel era tão inseguro quanto Rosa, mas aos poucos vai tomando tenência na vida. O bom de tudo é ver como noivar com Rosalina fez com que Samuel tivesse que tomar as rédeas de sua vida.


Nesse livro, revemos Mical e Octávio. Gostei muito da interação deles - principalmente Mical - não só com os filhos, mas também com Rosalina. Fora que percebe-se toda uma aura diferente entre o casal, como se eles tivessem mais leves para amar depois de tudo que passaram.

Adorei o modo como os personagens secundários foram utilizados. Gregório (irmão de Samuel) é aquele personagem que você se apaixona logo de cara. Isabel (irmã de Rosalina) e Margarida (mãe das meninas) são aquelas mulheres que, de primeira, se tem um pouco de desgosto, mas aos poucos vamos descobrindo lados afetuosos. Félix (pai de Rosalina) é aquele paizão que ama suas filhas e só quer vê-las bem casadas e felizes.

A história é narrada em primeira pessoa, ora por Rosalina, ora por Samuel. Eu senti um clima um tanto diferente de Montanha da Lua por motivos dos personagens aqui serem um tanto mais jovens. O título do livro combina perfeitamente com a história. A escrita da Mari aqui é tão fluída e cheia de sentimentos que, dei por mim, já estava terminando o livro. Já estou querendo muito o próximo livro dessa série e minha aposta sobre o casal está em Gregório e Isabel.


Resenhas anteriores
Livro 1 - Montanha da Lua