Resenha #631: Concrete Rose - Angie Thomas (Balzer + Bray)

Título: Concrete Rose
Título Original: ---
Autor: Angie Thomas
Série: The Hate U Give #0
Páginas: 320
Ano: 2021
Editora: Balzer + Bray
Sinopse*: Se há uma coisa que Maverick Carter, de 17 anos, sabe, é que um homem de verdade cuida de sua família. Sendo filho de uma antiga lenda de gangue, Mav faz isso da única maneira que conhece: traficando para os King's Lord. Com esse dinheiro, ele pode ajudar sua mãe, que tem dois empregos enquanto seu pai está na prisão.
A vida não é perfeita, mas com uma namorada maneira e um primo que sempre o protege, Mav tem tudo sob controle.
Até, isto é, Maverick descobrir que ele é um pai.
De repente, ele tem um filho, Seven, que depende dele para tudo. Mas não é tão fácil vender drogas, terminar a escola e criar um filho. Então, quando ele oferece a chance de ir direto, ele a aproveita. Em um mundo onde não se espera que valha nada, talvez Mav possa provar que ele é diferente.
Quando o sangue do King Lord corre em suas veias, você não pode simplesmente ir embora. Lealdade, vingança e responsabilidade ameaçam separar Mav, especialmente depois do brutal assassinato de um ente querido. Ele terá que descobrir por si mesmo o que realmente significa ser um homem.

Em O Ódio Que Você Semeia, conhecemos Maverick Carter como pai da Starr. Aqui em Concrete Rose, vamos conhecer um Maverick Carter de 17 anos que se descobre pai de repente, além de lidar com o seu futuro incerto, a gangue que participa e um desejo de vingança.

Quando Angie anunciou a história de Mav, eu não sabia que precisava tanto de algo sobre o passado dele. Comparando os dois Mavericks, é ao mesmo tempo difícil e fácil comparar o Mav do passado com o Mav do presente. Enquanto Mav do presente é um homem que aprendeu com seus erros, o Mav do passado é justamente um jovem um pouco inconsequente que está aprendendo com suas atitudes impensadas.


Quando Mav se vê tendo que ser pai e cuidar integralmente de Seven, ele se vê perdido como muitos jovens que são pais novos. Por sorte ele conta com uma boa quantidade de pessoas que o ajuda, mas sempre relembrando de sua nova responsabilidade: a vida e bem estar do seu filho. Inclusive as cenas entre pai e filho são as coisas mais fofas do mundo.

Porém, do lado de fora de sua casa, a situação é outra. Sendo filho de uma lenda da gangue do bairro, Mav sente que é o seu dever continuar com o legado do seu pai, mas agora tendo uma criança para cuidar ele começa a repensar se vale mesmo a pena ficar na proteção dos King Lords.

Maverick é o tipo de personagem que erra tentando acertar. Ele vê sua mãe trabalhar dois empregos para sustentar a casa, agora com uma boca a mais. Ele vê seu próprio sustento não ser o suficiente para ajudar sua mãe e manter seu filho. Ao mesmo tempo que Mav tem decisões imaturas, estúpidas e bastante erradas para ganhar dinheiro, você consegue entender e sentir toda a motivação por trás delas. O principal de tudo: ele sabe que esse caminho pode fazer com que ele termine como seu pai, mas ele não aguenta mais ver o seu esforço e o esforço da sua mãe não ser bem recompensado.

Durante a leitura eu fiquei pensando em quantos Mavericks (homens ou mulheres) que existem por aí. Pessoas negras e pobres, que fazem de tudo para viver uma vida honesta e dar exemplo para seus filhos, que estão todo dia lutando e vendo que seu esforço não o suficiente. É fácil para nós, que temos uma casa sobre nossas cabeças e comida na mesa, julgar porquê jovens como Maverick e suas decisões, mas é difícil se colocar em seu lugar e analisar todas as razões que o levaram até aquele ponto.

Outro ponto que gostei muito foi ver a relação de Mav com Lisa, sua futura esposa e mãe de Starr. No outro livro, sabemos que a relação dos dois ficou bem balançada com Mav tendo filho com outa garota. Aqui Angie desenvolve o relacionamento dos dois de um ponto de vista que eu não esperava, mas que também é possível visualizar o casal que conhecemos na história da Starr.

Os personagens secundários também são bastante importantes na história e na formação do caráter de Mav. Há também várias referências de personagens que já conhecemos em O Ódio que Você Semeia. E a cereja do bolo é um baita crossover que ocorre com um livro da Nic Stone (Cartas Para Martin) que por essa eu realmente não esperava e me deixou super surtando horrores.

Concrete Rose já teve seu lançamento no Brasil anunciado pela Galera Record e deve sair no segundo semestre. 

Resenhas anteriores
Livro 1 - The Hate U Give

*Tradução feita por mim

7 Comentários

  1. Olá, achei a premissa bastante interessante. Vai ser um grande desafio lê-lo porque nunca li nada parecido.
    Beijos!
    https://deliriosdeumaliteraria.blogspot.com/?m=1

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  2. Oie!

    Sou apaixonada por O Ódio que Você Semeia e estou muito ansiosa para conhecer a história de Mav. Tenho vontade de ler tudo o que a Angie publica, porque sua escrita é incrível e ela faz um trabalho excelente em nos fazer refletir em todos os pontos que você mencionou.

    Beijos, Fantasma Literário

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  3. Amei a resenha. Não sabia sobre o livro e amei ver tem que essa 'volta ao passado'.
    Acho bem importante esse foco na comunidade negra e nos seus desafios.
    beijos
    https://www.dearlytay.com.br/

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  4. Olá...
    Eu já li O ÓDIO QUE VOCÊ SEMEIA e amei demais! Angie Thomas consegue transmitir sentimentos através de suas histórias e eu amo isso nela... Quero muito ler CONCRETE ROSE, vou esperar ansiosamente a edição da Galera Record.
    Beijos

    http://coisasdediane.blogspot.com/

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  5. Acho que vou ter que dar uma olhadinha no livro O Ódio que Você Semeia por que deu para perceber que é uma boa leitura. Eu não conhecia ainda.
    Beijos

    Quanto Mais Livros Melhor

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  6. Oi Lu, eu gosto bastante da autora e já acredito que ficarei mega impactada com a história. Ansiosa pelo lançamento em português!

    Bjs, Mi

    O que tem na nossa estante

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