Resenha #515: Ruthless Gods - Emily A. Duncan (Wednesday Books)

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Título: Ruthless Gods
Título Original: ---
Autor: Emily A. Duncan
Série: Something Dark and Holy #2
Páginas: 432
Ano: 2020
Editora: Wednesday Books
Sinopse*: A escuridão nunca funciona sozinha ...
Nadya não confia mais em sua magia. Serefin está lutando contra uma voz em sua cabeça que não lhe pertence. Malachiasz está em guerra com quem - e o que - ele se tornou.
Como o grupo deles é continuamente dividido, a garota, o príncipe e o monstro encontram seus destinos irrevogavelmente entrelaçados. São peças em um quadro, sendo orquestradas por alguém... ou algo. As vozes que Serefin ouve na escuridão, as que Nadya acredita serem seus deuses, as que Malachiasz está desesperado para encontrar - essas vozes querem uma participação no mundo e se recusam a ficar caladas por mais tempo.


ATENÇÃO! Se você não leu os livros e/ou as resenhas anteriores, pode conter spoiler

Terminei Wicked Saints na expectativa que Ruthless Gods fosse melhor, mas infelizmente ele caiu um pouco na maldição do segundo livro.

Ruthless Gods começou interessante, se passando alguns meses depois do acontecido no final de Wicked Saints. Porém, a autora se perdeu no meio do caminho e me perdeu junto com ela. Diferente do livro anterior, achei o meio do livro confuso com os personagens andando em círculos. Fora o fato de você achar que faltou algo ali no meio para ligar as situações. Por várias vezes tive que voltar a leitura por achar que pulei um parágrafo.

Dos três, com certeza o meu favorito e que teve um bom desenvolvimento é Serefin. Ele está lidando com forças desconhecidas ao mesmo tempo que tem de lidar com intrigas na sua corte, principalmente desejando sua morte. Desde o livro anterior, ele já se mostrou um personagem torturado por suas ações e querer o melhor para o seu reino. Vemos em suas ações que ele só quer acabar com uma guerra que já perdeu o sentido e governar seu reino da melhor forma possível. Porém (literalmente) vozes da sua cabeça têm outros planos e ele vai ter que dar o melhor de si para não torná-los realidade ao mesmo tempo usar para poder ter seu reino de volta.

Malachiasz, bem... admito que ele é um personagem que foi feito para nos conquistar com seu carisma e personalidade sombrio, porém eu realmente não entendi o que a autora queria fazer com ele aqui. Houve momentos que ela o pintava como vilão para nos fazer amar odiá-lo, em outros como apenas um garoto (inclusive, não aguentava ele mais ser referenciado como garoto, já que a criatura tem 18 anos de idade, pelamor!) que brincou com o que não devia e está lidando com as consequências arrependido. O que piora a situação é o fato que ele possui uns dois capítulos focados em si, mas que não te ajudam a entender o personagem e o que ele realmente quer da vida.


E isso nos leva a Nadya. Sinceramente, eu já não gostava muito da personagem e aqui o sentimento prevaleceu ainda. Admito que achei que ela teve um pouco de crescimento, principalmente na questão de começar a tomar suas decisões sem serem baseadas no que os deuses na sua cabeça queriam ou não. Entretanto, nem isso foi o suficiente para me fazer ignorar sua inconsistência em relação a Malachiasz.

Nadya era de uma bipolaridade eterna entre "quero vingança e sangue por ele ter me traído" e "mas é só um garoto que amo e que ainda existe dentro daquele monstro". Não seria de tanto incômodo exceto pelo fato que boa parte do livro é focada nela e suas ações e em todo santo capítulo ela tem essa discussão interna. Amada?!??!?!??!?!? Que tal focarmos no fato que você aparentemente é dona de um poder que assusta até os deuses e que deve aprender a controlá-lo? Mas não... vamos focar em tentar "salvar" o boy que tu nem sabe se ele quer ser salvo!!!!!!!!!!!!!

Inclusive, não fui convencida de todo esse romance entre os dois. Algumas interações entre os dois pareceu bastante forçada. O fato de vermos só o lado de Nadya nesse relacionamento dá a intenção que tudo isso é somente da parte dela, já que infelizmente temos o igual a praticamente nada focado em Malachiasz. Ainda mais com os fatos completamente visíveis no livro anterior de como ele a manipulou completamente. Em compensação, temos um outro casal que eu esperava ver bem mais, mas fui trollada com somente DUAS CENAS!!!

Nem tudo foi tão ruim (vide a nota). Descobrimos mais um pouco sobre a mitologia dos deuses e sua criação. Sabemos também mais sobre seus planos e como Nadya, Serefin e Malachiasz se encaixam neles. Queria que fosse bem mais explorado esse fundo, mas a ação nos últimos capítulos compensou pelo passo lento do livro.

Mais uma vez, a autora termina com um baita gancho para a sua continuação, porém uma coisa é certa: ela se inspirou em Supernatural pois ninguém fica morto de verdade nessa história. E, apesar da experiência não estar sendo das melhores, ainda pretendo conferir o último livro da trilogia, que está com lançamento previsto para o ano que vem.

Resenhas anteriores
Livro 1 - Wicked Saints

* Sinopse traduzida por mim

5 comentários:

  1. Olá!
    Amei sua resenha mas, por alguns pontos abordados eu não fiquei com vontade de ler, mesmo assim pretendo conhecer a escrita da autora em algum outro livro.
    Beijocas.


    https://www.parafraseandocomvanessa.com.br/

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  2. Eu não conhecia, mas gosto de livros com essa premissa. Porém corro longe quando o casal tem um relacionamento forçado, acabo detestando a leitura.

    Beijos

    Imersão Literária

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  3. Oi,Lu

    Que pena que teve essas ressalvas e que a história tenha se perdido. Espero que no próximo ela consiga compensar as cagadas.

    Beijos
    - Tami
    https://www.meuepilogo.com

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  4. Oi Lu, que pena que teve algumas ressalvas, mas sempre tem a esperança do próximo ser melhor rsrsrsrs

    Bjs, Mi

    O que tem na nossa estante

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  5. Olá Luiza,


    Confesso que essa capa me despertou interesse logo de cara, show de bola, uma pena a história não ter sido como esperava, espero que a série feche com chave de ouro.


    Beijos.


    http://devoradordeletras.blogspot.com/

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