Título: Jovens de Elite
Título Original: The Young Elites
Autor: Marie Lu
Série: The Young Elites #1
Páginas: 304
Ano: 2016
Editora: Rocco Jovens Leitores
Sinopse: Bestseller do The New York Times com excelente repercussão entre público e crítica, Jovens de Elite é o primeiro de uma série de fantasia ambientada na era medieval e protagonizada por jovens que desenvolvem estranhas cicatrizes e poderes especiais ao sobreviverem a uma febre que dizimou boa parte da humanidade.
Entre eles está Adelina, que, após se rebelar contra o destino imposto a ela por seu pai, encontra um novo lar na sociedade secreta Jovens de Elite, vista por alguns como um grupo de heróis, por outros como seres com poderes demoníacos. Heroína ou vilã? Num mundo perigoso no qual magia e política se chocam, Adelina descobre o lado sombrio de seu coração.
Da mesma autora da aclamada trilogia Legend, Marie Lu, Jovens de Elite é o início de uma saga arrebatadora. Perfeita para fãs de histórias de fantasia medieval como Game of Thrones, com vilões dignos de Star Wars e X-Men.

 

Sou fã da Marie Lu desde a trilogia Legend. Seus livros são daqueles que eu vou de olhos fechados sabendo que não irão me decepcionar. Com Jovens de Elite foi assim.

Em um mundo que ainda se recupera de uma epidemia chamada febre do sangue, vive Adelina. Ela, assim como uma renca de jovens, foi vítima da doença, ficando com cicatrizes - não só físicas, mas também psicológicas como vemos no avançar da história. Os sobreviventes dessa febre do sangue são chamados de malfetto (malfetti/malfettos no plural). Alguns malfettos, a febre do sangue deixou mais que cicatrizes e uma marginalização da sociedade; alguns adquiriram poderes e esses são chamados Jovens de Elite.

Depois de uma sequência de acontecimentos, Adelina descobre ser uma Jovem de Elite. À medida que ela vai aprendendo a dominar os seus poderes, ela se vê no meio de uma guerra travada entre a coroa e os Jovens de Elite, sem saber em quem realmente confiar e quais são seus planos.

Engraçado como sempre vemos nas fantasias a jornada do herói, mas não aqui. A jornada de Adelina é a jornada de uma anti-heroína quase beirando mesmo a vilania e Marie Lu deixa isso claro desde o começo. É bastante claro que os poderes de Adelina se alimentam da raiva e ódio que ela carrega dentro de si e vice-versa. A pessoa que ela mais se importa no mundo é sua irmã Violetta, mas ainda assim vemos um ressentimento dela em relação à irmã.


Confesso que achei Adelina bem porre no começo. Porre do tipo chata mesmo, toda cheia de mimimi, segredinhos e logo se apaixonando pelo seu salvador da pátria. Ao longo da história, vemos Adelina tomar decisões que irão acarretar em sérios acontecimentos, marcando assim o início de sua verdadeira jornada. Porém, ainda fiquei esperando aparecer aquela Adelina badass que todo mundo comenta e tanto venera. Espero que não demore muito a aparecer.

Os personagens secundários foram bem importantes para a história. De certa forma, eles ajudaram a moldar Adelina, seja de forma positiva ou negativa. De todos, eu gostei muito do Rafaelle e sua bússola de moralidade. Teren é um personagem que ainda vai dar um tanto de trabalho e prevejo algo nada agradável no seu futuro por conta dessa obediência cega à rainha.

O livro é quase todo narrado por Adelina em primeira pessoa, mas temos alguns capítulos narrados por Rafaelle, Enzo e Teren em terceira pessoa. A escrita da Marie Lu é bem direta, sem rodeios, mas ao mesmo tempo super envolvente e viciante. Como vi em muitas resenhas, não é a história mais original do mundo, mas a autora consegue te prender.

Porém, teve um detalhe que não me deixou dar escândalo para o livro: a ambientação. Eu já sou acostumada com a narração da Marie Lu, sei que ela não se demora muito em descrições e afins, mas aqui isso deixou um pouco a desejar. Vamos sabendo sobre os malfettos, febre do sangue, Jovens de Elite e afins em informações contadas por Adelina, mas tudo muito jogado. Outro detalhe que faltou aprofundamento é justamente o mundo que se passa a história. Informações sobre os reinos também são jogadas na história por outras pessoas e eu fiquei meio perdida em certos momentos.

Jovens de Elite foi um livro bom, que cumpriu seu papel introdutório nessa trilogia que tanto promete. Com o gancho do final da história, eu estou com expectativas lá em cima para Sociedade da Rosa.