Título: Guerra Civil
Título Original: Civil War
Autor: Stuart Moore
Série: ---
Páginas: 398
Ano: 2014
Editora: Novo Século
Sinopse: A épica história que provoca a separação do Universo Marvel! Homem de Ferro e Capitão América: dois membros essenciais para os Vingadores, a maior equipe de super-heróis do mundo.
Quando uma trágica batalha deixa um buraco na cidade de Stamford, matando centenas de pessoas, o governo americano exige que todos os super-heróis revelem sua identidade e registrem seus poderes. Para Tony Stark o Homem de Ferro é um passo lamentável, porém necessário, o que o leva a apoiar a lei. Para o Capitão América, é uma intolerável agressão à liberdade cívica. Assim começa a Guerra Civil.


Com certeza, um dos filmes mais aguardados do ano é Capitão América: Guerra Civil, que estreia dia 28. Eu sou Team Cap até a alma por motivos de 1- o motivo pelos quais o Capitão América luta (nos quadrinhos) fazem muito sentido e 2- ODEIO Homem de Ferro/Tony Stark #prontofalei

A partir dos zilhões de trailers que a Marvel anda lançando, podemos ver que o motivo principal da brigaria toda, resumido, é que Capitão América decidiu apoiar o Bucky e ficar contra o Homem de Ferro. Bom, galera…Sinto lhes informar que esse não é o real motivo que ocorre Guerra Civil. Curiosa, eu decidi ler o livro adaptado dos quadrinhos e agora lhes revelo a verdade por trás de tudo isso.


Brincadeiras à parte, eu sim li a adaptação dos quadrinhos. Percebam que eu disse ADAPTAÇÃO. Eu não li as HQs de Guerra Civil, mas, pelo que meus amigos que já leram me disseram, ficou relativamente fiel. Então, se você leu as HQs e o livro e fica reclamando, migx, a essa altura da vida, você deveria entender o que significa algo ser adaptado.
Em Stamford, Connecticut, ocorre uma batalha entre herois e vilões, que resulta em buraco gigante no meio da cidade e matando milhões de pessoas. Esse foi o estopim para que o governo norte-americano, junto com a SHIELD, colocasse em prática a Lei de Registro de Super-humanos. Essa lei consiste que todo e qualquer super-humano - seja ele heroi, vilão, mutante - abram mão da identidade secreta, registrem seus poderes e trabalhem para o governo.

Oitocentos e cinquenta e nove moradores de Stamford, Connecticut, morreram naquele dia. Mas Robbie Baldwin, o jovem herói chamado Speedball, não chegou a saber disso. O corpo de Robbie ferveu até evaporar, e enquanto a energia cinética dentro dele explodia pela última vez no vazio, seu último pensamento foi:
Pelo menos não terei que ficar velho.

Capitão América acha que essa lei infringe a liberdade dos cidadãos. Já Homem de Ferro acha que essa lei vai evitar futuros cenários iguais ao de Stamford e se voluntaria como tributo para supervisionar todo o projeto. No meio de tudo isso, está Homem-Aranha com sua lealdade dividida entre o seu heroi de infância e o homem que lhe ajudou.

O Registro é a lei, lembrou-se Tony. Com o tempo, todos vão entrar na linha.

Os Vingadores, ainda abalados pela morte de Thor, se veem divididos pelos dois pilares da equipe. O inevitável acontece e a Guerra Civil estoura entre os super-humanos. Mas, afinal, qual o lado que está certo?

- Você está me pedindo para prender pessoas que arriscam suas vidas por este páis sete dias por semana?
- Não, Capitão. Estou pedindo para obedecer a vontade do povo americano.

OK! Antes que vocês me matem, sobre a morte do Thor. Gente, isso não é spoiler. Nos quadrinhos, o Ragnarok acontece antes da Guerra Civil e Thor morre. Triste, eu sei, mas a vida segue. Nos cinemas, Ragnarok vai ser lançado depois. Então, fiquem relax! Ainda vamos ver o lindão do Thor nas telonas. Infelizmente, não em Civil War.

Durante boa parte da leitura, eu senti aquela tensão no ar. Todos achavam que seu lado estava certo. Amigos se tornaram inimigos. Inimigos se tornaram amigos por conta da mesma causa.

Hoje eu violei a lei. Ajudei um grupo de criminosos procurados pela justiça a fugir. Acontece que esses criminosos são alguns dos nossos amigos mais próximos, que só caíram nas garras dessa justiça por causa do desejo de ajudar pessoas inocentes. Mas isso não parece importar.

Os capítulos são relativamente curtos e, com isso, a leitura flui bem rápido. As cenas de lutas - que foram na medida certa - foram bem descritas e te fazem sentir dentro da batalha.

Agora, o que não estava preparada era pra quantidade de herois que apareceram nesse livro. Gente, tinha povo ali que nunca havia ouvido falar. É muita gente. E olha que falaram que o filme vai ser o que vai mais aparecer heroi de todo o MCU. A quantidade dos que vão aparecer nos filmes não seja nem perto da quantidade que aparece no livro.

Quando o livro foi lançado, eu vi muita gente reclamando que não gostaram da personalidade do Tony Stark do livro. Pois é, povo… O Tony Stark dos quadrinhos é completamente diferente do dos filmes. O Tony Stark das HQs é daquele jeito galera: arrogante, mulherengo, pensa somente em si boa parte do tempo. O Tony Stark dos filmes foi moldado completamente ao redor do Robert Downey Jr e achei até um erro isso. A personalidade do Homem de Ferro nos quadrinhos dava pra ser bem explorada, mas enfim…

Esse foi meu primeiro contato com adaptações dos quadrinhos para livros e gostei muito. Como falei, não leio HQs e acho que esse novo molde é uma boa pra quem quer saber das histórias por trás dos seus herois favoritos. Fui dar uma pesquisada sobre mais livros nesse estilo e vi que lançaram um da Viúva Negra essa linda, mas, infelizmente, ainda não foi lançado por aqui.

Então, se você realmente quer saber de todo o babado que rolou para dar início a Guerra Civil, super indico a leitura. Se você não quer saber, indico do mesmo jeito porque o livro nos mostra os dois lados de uma guerra de herois contra herois.