Título: Tomorrow, and Tomorrow, and Tomorrow (BR: Amanhã, Amanhã, E Ainda Outro Amanhã)
Título Original: ---
Autor: Gabrielle Zevin
Série: ---
Páginas: 416 (BR: 400)
Ano: 2022
Editora: Knopf Publishing Group (BR: Rocco)
Sinopse: Em um dia congelante de dezembro, no seu terceiro ano em Harvard, Sam Masur sai do metrô e vê, entre uma horda de pessoas esperando na plataforma, Sadie Green. Ele a chama. Por um momento, ela finge não ouvir, mas então se vira, e um jogo começa: uma colaboração lendária que vai levá-los ao estrelato. Esses amigos, próximos desde a infância, pegam dinheiro emprestado, pedem favores e, antes mesmo de se formarem, lançam seu primeiro sucesso, Ichigo. De um dia para o outro, o mundo é deles. Com menos de vinte e cinco anos, Sam e Sadie são brilhantes, bem-sucedidos e ricos, mas essas vantagens não vão protegê-los de suas próprias ambições criativas e das traições do coração.
Abarcando mais de trinta anos da vida dos protagonistas, de Cambridge à Califórnia, passando por lugares distantes, reais e virtuais, Amanhã, amanhã, e ainda outro amanhã é uma história intrincada, imaginativa e tocante que examina a natureza múltipla e complexa de nossos fracassos, identidades e deficiências, das possibilidades redentoras dos jogos e, acima de tudo, de nossa necessidade de conexão, de amar e sermos amados. Sim, é uma história de amor, mas diferente de tudo que você já leu.


ARC cedida por PRH International em troca de uma opinião honesta

 


Tomorrow, and Tomorrow, and Tomorrow foi um livro que eu sabia que ia gostar, mas não sabia o tanto que ele ia me pegar, se tornando uma das melhores leituras de 2022. E por isso eu digo que não é a toa a sua coração como melhor livro do ano.

Aqui, Gabrielle Zevin nos conduz ao longo de trinta anos na vida de Sadie e Sam, dois amigos que alcançaram o sucesso ao desenvolver um jogo eletrônico. São trinta anos de amizade, companheirismo, ambição, decepção, brigas... Você acompanha tanto dos personagens que sentem eles como sendo reais e no final fica aquele sentimento de vazio por se despedir.


De primeira, a premissa parece algo simples e sem muita emoção. Realmente a história não tem reviravoltas, nem vilões, nem heróis; é só a história de duas pessoas que decidiram lançar um jogo juntos, mas que a partir daí muita coisa se desenrola.

Sadie e Sam são de personalidades bem parecidas e por isso eles vivem entrando em conflito, porém sua amizade é mais forte. Por mais que briguem e passem muito tempo sem conversar, eles acabam voltando para a vida um do outro. Vamos ver os dois navegando pelos altos e baixos da fama e sucesso, assim como estando presentes e apoiando um ao outro nos momentos difíceis, mesmo de forma indireta e à distância.

Lado a lado, temos o foco no ramo dos jogos eletrônicos e mulheres na tecnologia. Como alguém da área, super me identifiquei com Sadie e seus momentos onde ela ficava triste, revoltada, com raiva de como sempre diminuiam sua participação na criação dos jogos. Como uma criança dos anos 90, também gostei das referências da época. A autora também trata de outros assuntos importantes, como depressão e saúde mental. Assim como temos uma baita representatividade de várias nuances.

Sobre os secundários, eu destaco demais Marx, que de início é amigo de Sam e depois vira empresário dos dois. Ele era o equilíbrio entre Sam e Sadie, praticamente sendo a voz da razão entre os dois. Sua participação é intrínseca na vida dos protagonistas, que eu o considero como um terceiro de tão grande que ele foi na história.

Tomorrow, and Tomorrow, and Tomorrow foi um livro que fechou meu 2022 em grande estilo. É aquele tipo de leitura que você começa não dando nada e acaba sendo levado pela onda de sentimentos que é a história e no final só fica o vazio e a saudade dos personagens.