Resenha #589: A Memória De Babel - Christelle Dabos (Morro Branco)

Título: A Memória de Babel
Título Original: La Mémoire de Babel
Autor: Christelle Dabos
Série: La Passe-Miroir #3
Páginas: 400
Ano: 2020
Editora: Morro Branco
Sinopse: Terceiro volume da série best-seller A Passa-Espelhos, com mais de 750.000 cópias vendidas só na França.
Ophélie está isolada na arca de Anima há quase três anos, onde vive uma existência sem emoções. Mas, encorajada por novas revelações do livro de Farouk e por um segredo que pode ser a chave entre passado e futuro, é chegada a hora de agir.
Sob uma identidade falsa, ela viaja até Babel, uma arca ultramoderna e cosmopolita, habitada pelos mais suspeitos residentes. Composta por mais de mil ilhas e conhecida como “a joia do universo”, a arca esconde inúmeras armadilhas atrás de seus rígidos regulamentos.
Ophélie precisa usar todas as suas forças para superar uma rede de mentiras e intrigas cada vez mais ameaçadora. Suas habilidades como leitora serão suficientes para enganar seus inimigos? Conseguirá ela seguir os rastros de Thorn?

Se você não leu os livros e/ou resenhas anteriores, não se preocupe
Essa resenha é livre de spoilers

Após o final de Desaparecidos em Luz da Lua, eu estava mais que desesperada por A Memória de Babel. Tão desesperada que devorei o livro em dois dias e agora estou só a Gretchen sendo eliminada da fazenda lembrando que o último só sairá ano que vem.

Como já diz na sinopse, a história aqui se passa quase três anos depois do final de Desaparecidos em Luz da Lua. Ophélie está de volta à sua arca Anima, mas nem por isso deixou de procurar pelo paradeiro de Thorn. Quando Ophélie tem uma pista de onde seu marido pode estar, ela não mede esforços para chegar em Babel. Porém o que ela irá descobrir por lá mudará todo seu conhecimento seu mundo.

Eu não canso de dizer como eu gosto da Ophélie e aqui nesse livro é bem perceptível o quanto ela cresceu desde Os Noivos do Inverno. Mesmo com todas as humilhações e maus-tratos que passa (e olha que não são poucos), Ophélie não se deixa entregar ou abater, ainda mais agora que está na procura de uma pessoa querida. E eu achei que nesse livro ela consolidou sua personalidade quanto o modo como se via e seus poderes.


A ambientação nesse terceiro livro muda de Anima e Pólo para Babel. Adorei essa mudança de cenário, ainda mais para uma arca bem distinta. Babel, como seu próprio nome sugere, parece ser uma arca bem inclusiva, porém ela possui muitas regras e costumes, além que há muito que seus habitantes escolhem não ver e uma espécie de censura velada na sociedade sobre assuntos pré-Rasgos. Os cidadãos da arca coabitam com autômatos e é até engraçado ver Ophélie lidando com eles, principalmente sua frustração.

Durante seu tempo como aprendiz em Babel, mais uma vez há um mistério rondando as pessoas que se aproximam demais da verdade que envolve os espíritos familiares e o Rasgo. Claramente Ophélie não se intimida por essa ameaça e, sem querer, acaba se envolvendo nessa situação. E é nessa situação que informações sobre o passado do mundo é revelada, assim como mais uma peça do quebra-cabeça que é a participação de Ophélie nisso tudo.

Eu vi alguns comentários meio que reclamando do Thorn demorar a aparecer, mas eu não me incomodei com isso. Sim, eu queria muito que ele aparecesse logo e meus pais fossem felizes, mas esse livro aqui foi feito para a Ophélie se encontrar e deixar de vez suas inseguranças e dúvidas para trás.

Sobre o reencontro dos dois, eu não sabia nem o que esperar mas o que aconteceu foi algo bem condizente com a história que eles compartilham. Eu sofro com um casal que só sabem se expressar através de gestos. Pelas atitudes de Thorn em relação a Ophélie, percebe-se que ele reconhece o quanto ela cresceu e mudou, e não a considera como um fardo. É tão lindo ver os dois se mostrando vulneráveis na presença um do outro e é aí que percebemos o quanto o relacionamento deles evoluiu.

Nesse terceiro livro temos a adição de uma nova narração, focando no núcleo em Pólo. Não citarei nomes por motivos de spoiler e, apesar de serem poucos capítulos, eles foram bem instigantes e importantes na história. Amo a amizade e a relação mãe-filha que nasceu entre Berenilde e Rosaline. Archibald com seu jeito meio desleixado de mostrar que se importa também teve um baita crescimento, apesar de não aparecer muito.

A reta final aqui é cheia de tensão, revelações e reconciliações. Algumas questões sobre Deus, Rasgo e espírito familiares são respondidos e outras nascem, me fazendo criar altas teorias. E, assim como o livro anterior, ela termina com um bom gancho para o último livro da série. Agora só me resta esperar até o ano que vem para a Morro Branco lançar Le Têmpete des Echos.


Resenhas anteriores
Livro 1 - Os Noivos do Inverno (Les Fiancés de L’Hiver)
Livro 2 - Desaparecidos em Luz da Lua (Les Disparus du Clairdelune)

3 Comentários

  1. Amei a resenha. Eu estou com os três volumes no Kindle, mas nunca começo a ler.
    Já vou agilizar a leitura pois fiquei bem curiosa para descobrir todo o caminho da Ophélie
    beijos
    https://www.dearlytay.com.br/

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  2. Oi, Lu! Tudo bom?
    Eu tenho muita vontade de ler essa série, mas um pouco de preguiça ao mesmo tempo??? Não sei explicar HUASUHSAHUSAHUHUSA mas eu vi muitos elogios então talvez dê uma chance em breve. Quem sabe o prime day me ajude com preços bons G_G

    Beijos, Nizz.
    www.queriaestarlendo.com.br

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  3. Oi Lu, eu acho as capas dessa série tão bonitas!! Que bom que a leitura foi satisfatória e ainda com um bom gancho. Quem sabe um dia lerei rs

    Bjs, Mi

    O que tem na nossa estante

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