Título Original: The Devil All The Time
Sinopse: Ambientada entre a Segunda Guerra Mundial e a Guerra do Vietnã, O Diabo de Cada Dia acompanha diversos e bizarros personagens num canto esquecido de Ohio, nos Estados Unidos. Cada um deles foi afetado pelos efeitos da guerra de diferentes maneiras. Entre eles, um veterano de guerra perturbado, um casal de serial killers e um falso pregador.
Elenco: Tom Holland, Robert Pattinson, Haley Bennett, Harry Melling, Bill Skarsgard, Riley Keough, Sebatian Stan, Mia Wasikwoska, entre outros
Duração: 138min
Roteiro: Antonio Campos
Produção: Max Born, Jake Gyllenhaal, Riva Marker
Direção: Antonio Campos


ATENÇÃO! Alerta de gatilho para suicídio, abuso, maltrato ao animais, entre outros

O Diabo de Cada Dia é um filme que tem/teve bastante propaganda e divulgação, mas eu nunca soube bem do que se tratava a história. No fim das contas, eu acho que o auê mesmo foi em cima do elenco.

Vi alguns comentários sobre o filme ser lento, mas até que achei que ele teve um bom ritmo para um filme que não tem muitas reviravoltas. O Diabo de Cada Dia foca bastante na questão do fanatismo religioso e na maldade presente no ser humano. Inclusive achei que o título da película combina muito bem com o que é apresentado nas duas horas de duração. Apesar do centro da história ser Arvin Russell (Tom Holland), o filme também foca em personagens que, de alguma forma, estão conectados a ele. 

Falando no Miranha amigo da vizinhança, comentando com a Mi (O que tem na nossa estante), foi bom ver o Tom fora da sua zona de conforto de personagens. Arvin é completamente diferente dos outros papéis que o ator já encarnou e aqui ele não faz feio. Assim como também Robert Pattinson que, pra mim, foi o auge do filme com seu sotaque interiorano dos EUA. Sempre em defesa do eterno Edward, eu sempre achei que o ator era bem talentoso, mas que foi estigmatizado por um personagem. Recentemente assisti Tenet e agora esse filme e, apesar da maioria dos filmes que Pattinson participa ser mais do circuito independente, ele se mostra um ator bem versátil.

De resto do elenco, tive algumas surpresa como Harry Melling, eterno Duda Dursley. Foi bem legal também conferir Bill Skarsgard fora do papel do It e também é um ator que tenho certeza que terá um bom caminho em Hollywood. Também gostei de conferir a escolhida para interpretar Daisy Jones na série, Riley Keough. Ainda não havia conferido algum trabalho seu e pelo menos aqui curti o que ela entregou. Um único detalhe que achei que faltou um pouco mais de desenvolvimento foi o plot envolvendo o xerife Lee Bodecker (Sebastian Stan). Sua história ficou muito jogada e aleatória durante o filme.

No fim das contas, O Diabo de Cada Dia acabou me agradando no que entregou, mas acaba sendo uma história um tanto esquecível.



Considerações finais
- Duda, tia Petúnia sabe que tu virou pastor?
- Edward Cullen antes de ir pra Forks também foi um. Inclusive o auge do filme foi o Robert com seu sotaque interiorano pregando. Eu ri mas com respeito da sua voz engraçada.
- O It até que é pegável sem toda aquela maquiagem. Inclusive um sorriso faz mil maravilhas na face do Bill.