Título Original: Pet Sematary
Sinopse: A família Creed se muda para uma nova casa no interior, localizada nos arredores de um antigo cemitério amaldiçoado usado para enterrar animais de estimação - mas que já foi usado para sepultamento de indígenas. Algumas coisas estranhas começam a acontecer, transformando a vida cotidiana dos moradores em um pesadelo.
Elenco: Jason Clarke, Amy Seimetz, John Lithgow, Jeté Laurence, Hugo Lavoie, Lucas Lavoie, entre outros.
Duração: 101min
Roteiro: Jeff Buhler
Produção: Lorenzo di Bonaventura, Steven Schneider
Direção: Kevin Kölsch, Denis Widmyer


O Cemitério Maldito já é a segunda produção inspirada no livro O Cemitério, do Stephen King. A primeira adaptação foi lançada em 1989 e divide opiniões. Boatos que o próprio King disse que odiou, mas ele vive falando que odeia outras adaptações, então deixa pra lá... Existe até uma continuação para essa adaptação de 1989.

Um ponto positivo é que o filme está bem fiel ao livro. Apesar de uma pequena grande mudança, houveram algumas cenas que me remeteram ao livro e acho isso bem legal, principalmente para quem é fã do autor. Por ser um dos primeiros trabalhos do autor, a história não dá muito rodeios e enrolações, então nesse detalhe tudo é bem direto ao ponto.

No meu caso, eu não gostei muito do livro por achar muito parado até quase as últimas cinquenta páginas. O mesmo acontece aqui; o filme só vai pegar um tranco lá pelos últimos quarenta minutos e, quando fica bom, acaba. Creio que o problema aqui não seja o roteiro, mas sim o assunto principal da história: morte e como lidar com o luto e a perda dos entes queridos. Apesar de não ter curtido muito o livro, King bate muito em cima dessa questão durante o livro, o que não acontece aqui. Há algumas cenas que esse é o assunto da conversa entre o casal Creed, porém as atuações deixaram muito a desejar e passar o sentimento.

Não sei se influencia a minha leitura da obra ou porque ando realmente desacreditada, mas eu achei esse aqui bem fraco na questão do terror e do suspense. O filme utiliza da técnica do jump scare, porém o que me dava susto eram a buzinas dos caminhões que vira e mexe do nada passavam em cena. De resto, logo pelo tom da música você já poderia se preparar para o que viria a acontecer.

Sobre uma certa mudança no filme, eu não entendi muito bem porque fizeram isso. Creio que seria bem mais impactante se mantivessem como no livro, mas acho que queriam separar um pouco as comparações com a adaptação de 1989.

O parágrafo a seguir tem spoiler tanto do livro quanto do filme. Então se não quer saber sobre nenhum dos dois, aconselho a pular. Caso esteja curioso, só selecionar a parte abaixo por sua conta e risco.

Tanto no livro quanto na adaptação de 1989, quem morre é o bebê Gage. Nesse filme optaram pela filha Ellie. Como falei, pode ser que quisessem separar um pouco as comparações com as outras adaptações, assim como minimizar o impacto de algumas cenas protagonizadas pela criança. Particularmente, eu acharia que o impacto do terror teria sido melhor com o bebê.

No fim das contas, a minha opinião sobre Cemitério Maldito permanece a mesma do livro: uma promessa de história assustadora, mas que decepciona na demora da execução.



Considerações finais
- Todo mundo sabe que nada acaba bem seguir um velhinho pro meio dos matos durante a madrugada.
- Impossível não ficar com a música dos Ramones na cabeça
- Esse ator que faz o Louis precisa seriamente de um sabonete anti-oleosidade porque olha...