Resenha #326: Comportamento Altamente Ilógico - John Corey Whaley (Rocco Jovens Leitores)

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Título: Comportamento Altamente Ilógico
Título Original: Highly Illogical Behavior
Autor: John Corey Whaley
Série: ---
Páginas: 256
Ano: 2017
Editora: Rocco Jovens Leitores
Sinopse: Um garoto de 16 anos tímido e retraído que sofre de agorafobia (transtorno de ansiedade que leva a pessoa a evitar locais que não considera seguros); uma menina ambiciosa e realista que sonha em entrar para a faculdade de psicologia. Determinada a provar que merece ser aceita no segundo melhor curso do país, Lisa se aproxima de Solomon para ajudá-lo a superar suas dificuldades, trazendo também seu encantador namorado, Clark, para próximo de sua “cobaia”. Logo, os três formam laços inesperados de amizade. À medida que se conhecem melhor, porém, os planos de Lisa começam a sair de controle, e cada um deles é obrigado a rever suas certezas e encarar seus medos. Será que Sol, Lisa e Clark conseguirão encontrar novos arranjos em suas vidas, servindo de apoio um ao outro na difícil tarefa de encarar a vida adulta que se aproxima?


Comportamento Altamente Ilógico foi o livro escolhido para o mês de outubro na leitura conjunta com os migos. Para ser sincera, não é um livro que eu escolheria de boa vontade, então foi bom terem escolhido por mim. O livro foi legal, mas sinto que faltou algo para mim.

Apesar da sinopse já mostrar as verdadeiras intenções de Lisa ao se aproximar de Solomon, no livro ela realmente se preocupa com ele e sua doença, querendo realmente ajudá-lo a se curar. Os meios não foram dos melhores, mas pelo menos a personagem já tem esse senso de que o cara não é maluco. Apesar de um tanto egoísta em certos momentos, Lisa é bem divertida e se torna uma ótima amiga para Solomon.

Solomon é agorafóbico e não saiu de casa nos últimos três anos depois de um surto que teve na escola. Apesar disso, ele tem uma rotina como de um adolescente qualquer: joga videogame, assiste filmes e séries, faz os deveres da escola (escola online, mas está valendo). Ele e sua família se acostumaram com seu problema e já tem uma rotina toda estabelecida. Quando Lisa se oferece para ser amiga de Sol, de início bate aquele pânico (literalmente), mas aos poucos ele vai se acostumando com a presença dela na sua família. Junto com Lisa, descobrimos que Sol é um garoto introvertido, mas muito bem humorado.

Os personagens secundários tem bastante espaço na história. Clark (namorado de Lisa), em certo momento, também entra na vida de Sol e eles descobrem muito em comum, como o amor por Star Trek Next Generation. Clark é um adolescente beirando à perfeição: um ótimo filho, um ótimo amigo, sendo leal e generoso com as pessoas ao seu redor. De repente parece que vai rolar um triângulo amoroso bem estranho entre os três. Apesar de não curtir essa tática, essa questão do triângulo influencia bastante não só na vida de Sol, mas na dinâmica de sua amizade com Clark e Lisa.



Os pais e a avó de Sol são uns amorezinhos! Apesar de ficarem tristes em alguns momentos por conta da condição de Sol, eles são compreensivos e o apoiam em suas decisões. As interações entre eles eram maravilhosas, principalmente Sol e sua avó bem pra frente.

No fim das contas, eu tive uma relação estranha com esse livro. Gostei da história e do ritmo; ele é narrado em terceira pessoa, com capítulos alternados o foco em Lisa e Solomon. Os capítulos são curtos, o que ajudou muito na leitura (terminei ele em um dia praticamente) e a escrita do John é bem direta e fácil de acompanhar.

Entretanto, eu não consegui me conectar tanto com a história. Tudo acontecia em um ritmo um tanto rápido e os diálogos me soava meio robóticos em certos momentos. Alguns assuntos que poderiam ter sido mais aprofundados ficaram um tanto jogados na história, como a família disfuncional de Lisa e seu grande desejo de sair da cidade, ou então o motivo por Clark não querer transar com Lisa. Sim, gente… pior que esse é um detalhe que tanto Clark quanto Lisa batem muito na tecla: ela quer e ele não; mas o motivo por ele não querer nunca saberemos já que ficou tudo por isso mesmo e acabou...

Fora isso, gostei como o autor tratou a questão da agorafobia. Creio que o único livro que tenha lido e havia referência à doença foi Without Merit e nem era o foco da história. Solomon teve uma grande evolução durante a história, mas ele não terminou curado porque agorafobia não é algo que se cura. Apesar da narração em terceira pessoa, o autor consegue passar todas as emoções, medos e inseguranças de Sol e é bem emocionante ver o personagem tentar dar um passo pra fora.

Comportamento Altamente Ilógico é um livro que trata de forma sensível uma doença que não é tão conhecida pela sociedade. Apesar do assunto e de algumas falhas, é um bom livro e você o lê em uma sentada.

15 comentários:

  1. Oi Lu.
    Sua reação lendo esse livro me soa parecida com o que eu tive ao ler ACEDE. Foi uma leitura rápida, gostosa de ler e mas eu não me senti conectada.
    Pela premissa do livro, também não seria uma obra que leria de boa vontade.
    Beijos.

    Blog: Fantástica Ficção

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  2. Oi Lu, tudo bem?
    Odeio essa sensação do livro ser bom/legal mas não me cativar/me envolver.
    Isso tem acontecido muito, por sinal. :( Me identifico com a situ.
    Beijos,

    Priih
    Infinitas Vidas

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  3. Oi, Lu!
    Então, achei a premissa legal, mas tenho um pé atrás com o autor.
    Li dele Quando Tudo Volta e achei bem ruim. Me conectei zero, achei meio sem pé nem cabeça e só o finalzinho foi bacana.
    Então não acho que leria esse.
    Tenho tanta coisa para ler que vou deixar passar.
    :P

    Beijooos

    www.casosacasoselivros.com

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  4. Adorei sua resenha, não conhecia a doença e tenho certeza que muitos também não. Fiquei curiosa para ler o livro!

    www.kailagarcia.com

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  5. Olá, Luiza.
    Por essa capa nunca ia achar que era um livro de ficção hehe. Eu nunca vi nenhum livro com esse tema sendo abordado, mas foi só isso que me interessou nele. De resto achei a premissa bem mais do mesmo e ainda mais se tem coisas que fica sem resposta, acho que é um livro que eu não lerei.

    Prefácio

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  6. Oi Lu,

    Confesso que a premissa do livro não me atraiu, uma pena você não ter se sentido conectada com o livro. Eu não leria no momento, mas achei interessante o tema da história.
    Bjs e uma boa semana!
    Diário dos Livros
    Siga o Instagram

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  7. Oi Lu, sua linda, tudo bem?
    Que pena, pelo visto a história tinha tudo para dar certo. Também nunca li um livro que trate dessa doença e confesso que sei muito pouco sobre ela. Mas apesar da importância de nos conscientizarmos sobre ela, acho que o livro não conseguiria me cativar se você não se envolveu.
    beijinhos;
    cila.
    https://cantinhoparaleitura.blogspot.com/

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  8. Oi, Lu!
    Olha, a capa não tinha me convencido muito e sua resenha não ajudou hahaha Não parece uma trama que me prenderia ou que me fizesse amar o livro, sabe? E, no momento, estou escolhendo livros que quero gostar muito hahaha Então esse não entra pra lista agora, não...
    Beijinhos,

    Galáxia dos Desejos

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  9. Oi, Lu
    VocÊ foi narrando a leitura e eu imaginei que não gostaria pelo mesmo motivo que você. A gente até curte o tipo de história mas é a falta de conexão com o enredo que faz com que a leitura não seja satisfatória.
    É uma pena mas eu também não pegaria esse livro pra ler nem se fosse obrigada, não me cativei pela sinopse.
    Beijo
    http://www.capitulotreze.com.br/

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  10. Oi Lu! Eu já passei por algo semelhante, de ter gostado na história, mas nem tanto dos personagens. Gosto tb de livros com capítulos curtos, é a primeira resenha que leio dele, achei interessante!

    Bjs, Mi

    O que tem na nossa estante

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  11. Oie Lu =)

    Essa sensação que ficou faltando alguma coisa é tão triste =(. Eu confesso que fico meio frustrada quando isso acontece.

    Não conhecia o livro, mas pela sua resenha me pareceu uma leitura gostosinha desde que você leia sem muitas expectativas.

    Beijos;***
    Ane Reis | Blog My Dear Library.

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  12. Oi, Lu! Tudo bom?
    Odeio quando o livro tem uma premissa e uma vibe tão legal mas peca na execução. Diálogo robótico é a pior coisa, especialmente em contemporâneo assim, que tem que fluir fácil pra gente. Uma pena ter escorregado nesse quesito :/

    Beijos,
    Denise Flaibam.
    www.queriaestarlendo.com.br

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  13. Oi Lu, tudo bem? A sinopse chamou a minha atenção, mas ainda assim acho que seria um livro que não me prenderia tanto. Eu sei pouco sobre a doença e acho muito importante os livros tratarem desses temas para "abrirem os olhos" da sociedade, acho que seria mais por esse motivo que eu leria esse livro.
    Beijos
    http://espiraldelivros.blogspot.com/

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  14. Oi Lu!
    Eu só li um livro (A Mulher na Janela) que fala sobre o Agorafobia e me despertou mais curiosidade em saber sobre. Gostei desse tema ser abordado, admito que não sabia muito sobre essa trama. Mas já gostei da relação deles com os avós, uma pena que ficou a sensação que faltou aprofundamento mesmo. Não sei se leria, já que tenho uma pilha enorme aqui, mas fiquei curiosa... quero ler mais livros com essa fobia.
    Beijos

    www.lendoeapreciando.com

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  15. Oi Luiza, tudo bem?
    Uma pena você não ter se conectado com livro.
    Apesar das ressalvas, achei o livro interessante e fiquei curiosa para saber como o autor aborda o tema: agorafobia.

    *bye*
    Marla
    https://loucaporromances.blogspot.com.br/

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