Título Original: Love, Simon
Sinopse: Aos 17 anos, Simon Spier (Nick Robinson) aparentemente leva uma vida comum, mas sofre por esconder um grande segredo: nunca revelou ser gay para sua família e amigos. E tudo fica mais complicado quando ele se apaixona por um dos colegas de escola, anônimo, com quem troca confidências diariamente via internet.
Elenco: Nick Robinson, Katherine Langford, Jennifer Garner, Josh Duhamel, Alexandra Shipp, Logan Miller, Jorge Lendeborg Jr, Tony Hale, Keiynan Lonsdale, entre outros
Duração: 110min
Roteiro: Elizabeth Berger, Isaac Aptaker
Produção: Wyck Godfrey, Marty Bowen
Direção: Greg Berlanti



Depois de muito ser tombada pelos cinemas deste fim de mundo que chamo de cidade, no último final de semana finalmente assisti Com Amor, Simon. Que adaptação, senhores!

Como viram na resenha (clique aqui para ler), o livro não foi uma boa experiência pra mim. Desde que vi o trailer, eu suspeitava que as mudanças ocorridas na história iria fazer o filme ser melhor, para mim, se comparado com o livro. E eu estava certíssima.

O meu maior problema com o livro foi justamente a falta de conexão com os personagens, principalmente com Simon. O que faltou lá deu de sobra aqui. Adorei todo o elenco escolhido, sem exceção, e dou um grande destaque a Nick Robinson que fez um Simon maravilhoso e muito fácil de gostar e apegar.


Outro ponto que adorei no filme foi o destaque que os personagens secundários tiveram (o que não existiu no livro) (OK vou tentar parar de ficar comparando) Amei os pais do Simon. Percebe-se o amor incondicional pelos filhos e a liberdade que eles dão para que eles decidam o que querem. Creio que Jennifer Garner e Josh Duhamel são os nomes de maior peso no filme, mas sem ofuscar o elenco jovem. Quem eu queria um pouco mais de destaque era Nora, irmã de Simon. Achei a personagem muito fofinha.


Gostei de ver melhor explorada a amizade entre Simon, Leah, Abby e Nick. A química entre os quatro atores é bem perceptível e graciosa de se olhar. E foi isso que eu mais gostei na adaptação. Apesar do livro ser narrado em primeira pessoa, tinha espaço para explorar as amizades do Simon, mas tudo ficou muito superficial. #awomen que temos o filme para remediar isso.


Nem preciso dizer que amei a trilha sonora, não é mesmo? Pois digo que amei sim, senhor! E ela super casou com a história e as cenas que foi inserida. A fotografia bem clara também dá um toque a mais na jovialidade do filme.

Na época do lançamento do filme, lembro de vários artistas assumidos comentando como foi que contaram para as pessoas queridas sobre sua orientação sexual. Esse detalhe que eu acho legal na história da Becky. Uma coisa é você aceitar a quem se sente atraído, outra coisa estar preparado para que o mundo lhe veja assim. Adorei uma certa cena e a crítica que ela faz é muito maravilhosa.


Com Amor, Simon foi uma adaptação que entregou tudo o que o livro prometeu, fazendo de forma até melhor.


Considerações finais
- Jennifer Garner sempre com cara de quem vai começar a chorar e não vai mais parar
- Josh Duhamel crush desde uma série que passava nas noites de sexta na Record (e não, não era CSI)