Antes que pensem que estou declarando guerra aos clichês, vou deixar claro que eu amo alguns clichês, principalmente nos romances. São esses clichês que sempre me tiram de uma ressaca literária ou quando quero ler algo divertido e despretensioso. Mas existem alguns clichês que não me descem mais de forma alguma.

Filmagens reais oficiais de euzinha escrevendo esse post
(Cara, eu tenho muita raiva internalizada)

CEOs bilionários
Misericórdia que eu não aguento mais ver um livro com essa temática. Do jeito que escrevem, parece até ser bem fácil cruzar com o chefão de uma super empresa como se fosse algo corriqueiro. Fora que sempre tem o fato de que eles só querem algo casual, até conhecerem uma certa mulher: seja ela outra CEO, a atendente da Starbucks, a nova secretária (mas nunca a tia da limpeza, que são as melhores pessoas de um local de trabalho) (falando nelas, UM SALVE PARA AS TIAS DA LIMPEZA DO MEU TRABALHO AMO VOCÊS!)

CEO bilionário versado na arte do BDSM e a mocinha inocente virgem
Essa categoria é subdivisão da anterior, mas merece uma atenção especial. Quando Cinquenta Tons de Cinza foi lançado, rolou um grande boom com personagens que se encaixam nessa categoria. Perdi a contas de quantos livros eróticos saíram, se transformando em séries eternas. Isso era legal há uns anos atrás, mas hoje em dia é algo que saturou. Infelizmente, em pleno 2018 ainda existem autoras que escrevem casais assim.

Triângulo amoroso
Não sei quem inventou que fazer um personagem ficar na corda bamba entre dois pretendentes seria algo legal para os leitores. Desde dos meus primórdios como leitora, eu sempre ODIEI triângulos amorosos. Além de sempre torcer pela pessoa errada, eu me identificava bastante com a ponta que ficava chupando dedo (geralmente o típico melhor amigx).

Bad boy/problemático/popular/pegador, patricinha/nerd/"esquisita"/desinteressada e o "ódio" por conta de desejo reprimido
Esse aqui é típico de Young Adult/New Adult, que sempre rola uma combinação entre as personalidades que citei acima. Outro típico clichê que não desce mais com minha pessoa. Deixo claro que amo uma relação gato e rato; casal que vive nas discussões, mas na real oficial estão querendo o corpo um do outro. Até aí eu entendo, amo/sou, sempre defenderei… Porém, tem um limite para esse tipo de clichê: quando o mocinho (porque sempre é o macho) começa a destratar da mocinha. Essa história de “tratar mal porque quero te pegar” também era aceitável alguns anos atrás (Olá, Edward Cullen!), mas hoje em dia eu acho um baita desserviço. Qual a necessidade de tanto desprezo da parte do macho e ainda fazer a mulher se apaixonar por um cara assim???? Cadê o amor próprio???? Porém, se tiver um diferencial como uma amizade super sincera nascida entre as duas partes (como em O Acordo), aí é outra história… Fora isso, é tudo plot de fanfic, que sempre rola um coque frouxo e uma Starbucks.


Finalmente pude colocar pra fora todo esse pensamento sobre esses clichês. Agora me digam: quais que vocês não aguentam mais nem passar perto?