Título: Cinder
Título Original: ---
Autor: Marissa Meyer
Série: The Lunar Chronicles #1
Páginas: 390 (BR: 448)
Ano: 2012 (BR: 2013)
Editora: Feiwel and Friends (BR: Rocco Jovens Leitores)
Sinopse*: Num mundo dividido entre humanos e ciborgues, Cinder é uma cidadã de segunda classe. Com um passado misterioso, esta princesa criada como gata borralheira vive humilhada pela sua madrasta e é considerada culpada pela doença de sua meia-irmã. Mas quando seu caminho se cruza com o do charmoso príncipe Kai, ela acaba se vendo no meio de uma batalha intergaláctica, e de um romance proibido, neste misto de conto de fadas com ficção distópica.
Primeiro volume da série Crônicas Lunares, Cinder une elementos clássicos e ação eletrizante, num universo futurístico primorosamente construído.


Ouso dizer que um dos melhores investimentos que já fiz nessa vida foi comprar o box das Crônicas Lunares. Eu já havia ouvido altos elogios, mas esperei sair logo tudo para poder começar. OK que até agora só li Cinder, mas ainda assim estou maravilhada em como a Marissa reescreveu o conto da Cinderela.

– Tenho certeza de que vou me sentir muito mais grata quando encontrar um cara que considere atraente uma fiação complexa em uma menina.*  

Eu AMEI a Cinder. Por ser uma ciborgue, isso a faz meio que uma pária na sociedade, mas ela é dona de uma personalidade única que logo te faz ser conquistado. Cinder é engraçada, esperta e bem sarcástica em alguns momentos, mas também vemos um pouco de Cinderela nela: o quanto ela sofre na mão da madrasta e o medo de contrariá-la. Esse medo vem do fato que Adri (a madastra) é a guardiã legal dela e ir contra suas ordens pode ter consequências terríveis.

Por conta de sua condição, Cinder é bem entendida quando se trata de mecânica, se tornando uma das famosas da cidade. E é por causa dessa fama que ela conhece o príncipe Kai. Geralmente mocinhos como o Kai não caem no meu gosto, mas ele foi exceção. O verdadeiro príncipe encantado, ele tratou bem Cinder desde que a conheceu, até lançando alguns flertes. Confesso que ri bastante com os passa-foras que ela dava nele. Mas, assim como todo príncipe, ele tem suas responsabilidades e dever para com seu povo. E tudo que Kai quer é o melhor para seu povo, nem que seja preciso fazer alguns sacrifícios.


Dois personagens que roubam a cena são Iko e o Dr. Erland. Iko é uma andróide amorzinho de robô e eu fiquei querendo ter uma pra mim. Dr. Erland é responsável pela pesquisa da cura contra a doença mortal, assim como ele descobre algumas coisas referente ao passado de Cinder. As interações entre eles e Cinder geravam ótimos e super divertidos diálogos.

– A operação cibernética?
– Não, a de mudança de sexo.
O sorriso do doutor se esvaiu.
– Estou brincando.*

Outra relação maravilhosa é entre Cinder e Peony (sua irmã adotiva mais nova). Assim como em algumas releituras de Cinderela, Peony não gostava de como sua mãe e sua irmã mais velha tratavam Cinder. Assim como Iko, Peony era uma das melhores amigas de Cinder e a tratava como um ser humano normal.

Cinder já começa dando close certo logo na ambientação. A história se passa na cidade de New Beijing e seus protagonistas são orientais. Achei diferente já que a maioria das distopias se passa nos EUA. Em boa parte do livro, Marissa vai nos ambientando no geralzão: sobre a Quarta Guerra Mundial, a doença que assola o mundo todo, Rainha Levana e os Lunares. O bom é que as informações vão aparecendo de acordo com avanço da história.

Falando em Levana, a mulher aparece na metade do livro, já mostrando a que veio. Em suas aparições, vemos que ela é uma mulher sem escrúpulos e utiliza de sua magia para manter seu poder e todos aos seus pés. Para sua infelicidade, Kai não está disposto a se deixar render tão fácil assim.

– [...] espelhos têm um jeito incomum de dizer a verdade.*

O livro é dividido em quatro partes e narrado em terceira pessoa, o que curtir bastante. (Traumas de distopias em primeira pessoa) (Hello, JV!) A escrita da Marissa é bem fácil e envolvente. A história tem um ritmo constante de acontecimentos até mais ou menos a quarta parte, a qual os babados realmente tomam conta do negócio. E tudo se encaminhou para um final que me surpreendeu de forma bastante positiva.

Eu tinha bastante fé no Pai que iria gostar de Cinder e não me arrependi. Só sei que estou mais que ansiosa para começar Scarlet.

* Sinopse e quotes retirados da edição da Rocco Jovens Leitores