Título: Cinquenta Tons de Cinza
Título Original: Fifty Shades of Grey
Autor: E.L. James
Série: Fifty Shades #1
Páginas: 480
Ano: 2012
Editora: Intrínseca
Sinopse: Quando Anastásia Steele entrevista o jovem empresário Christian Grey, descobre nele um homem atraente, brilhante e profundamente dominador. Ingênua e inocente, Ana se surpreende ao perceber que, a despeito da enigmática reserva de Grey, está desesperadamente atraída por ele. Incapaz de resistir à beleza discreta, à timidez e ao espírito independente de Ana, Grey admite que também a deseja - mas em seus próprios termos.
Chocada e ao mesmo tempo seduzida pelas estranhas preferências de Grey, Ana hesita. Por trás da fachada de sucesso - os negócios multinacionais, a vasta fortuna, a amada família -, Grey é um homem atormentado por demônios do passado e consumido pela necessidade de controle. Quando eles embarcam num apaixonado e sensual caso de amor, Ana não só descobre mais sobre seus próprios desejos, como também sobre os segredos obscuros que Grey tenta manter escondidos.

Leitura recomendada para maiores de 18 anos

É isso ai galera... depois de receber uns olhares recriminosos e de julgamento de tiazinhas dentro do ônibus, lhes trago a resenha de Cinquenta Tons de Cinza.

Apesar de já ser um gênero que eu conhecia desde a adolescência, Cinquenta Tons de Cinza proporcionou o boom dos livros eróticos. Lembro que, na época que foi lançado, foi "carinhosamente" apelidado de pornôs pra mamães. Eu só acho que quem apelidou assim deveria aprender a diferença entre erótico e pornô.

Todo mundo sabe que Cinquenta Tons de Cinza era uma fanfic de Crepúsculo. Anastasia é Bella, Christian é Edward, José é Jacob, Katherine é Victoria e tenho quase certeza que o irmão do Christian é o Emmett. Podemos dizer que por aqui acabam as semelhanças entre os livros.

Anastasia, apesar dos pesares, é beeeem mais esperta e cabeça-dura que Bella (sorry Twiligherts). Pelo menos ela faz umas birras com o Grey, apesar de que, no final, acaba cedendo. Entretanto, dá pra tirar umas risadinhas da gente.

Já o Grey, bem... Esse é um controlador maluquete da cabeça. Acho que ele frequentou a academia de stalkers junto com Gideon Cross (da série Crossfire). Não sei como essas mulheres acham normal isso, mas, se fosse comigo, eu ia achar que o cara, no mínimo, queria me sequestrar. Enfim... Desde que conheceu Anastasia, Grey quer controlar tudo da menina. OK, que eu entendo que esse é o lado dominador dele, mas, amigo... Não precisamos exagerar.

Falando em dominação, todos nós sabemos do bendito contrato que Grey entrega para Ana. Tinha coisa ali que eu tive de pesquisar porque não fazia ideia do que era.

Falando em Grey, gente, esse homem me arrancou risadas. Pera, Luiza, tá falando sério que tu ristes com esse livro? Sim, caros coleguinhas, eu não só ri como me acabava de rir e às vezes em público. Em uma dessas situações, eu estava no ônibus, a caminho da faculdade, e havia uma tiazinha do meu lado, só me olhando com uma cara de “que raios essa louca tanto ri?”. Mas, no momento que ela viu o livro que eu estava lendo, após o clássico olhar de julgamento, ela me deu um olhar de “que diabos essa doida tá rindo com esse livro?”. Pois é tia, acho que não vou emprestar o livro pra ti #bjsdeluz E nem vem tia porque tenho certeza que a senhora leu esse livro.

Motivo da risada: Christian Grey perdia a oportunidade de ficar calado em algumas cenas, principalmente as de sexo. Sinceramente, se eu fosse Anastasia, eu broxaria com algumas coisas que ele disse.

Falando em cenas hots, elas são bem descritas e hots mesmo. Só teve uma que foi completamente desnecessária e #grazadeus eles deixaram fora da adaptação. Não precisamos de mais pessoas traumatizadas nesse mundo.

Um fato que irritou muitos leitores foi a Ana toda hora falar da deusa interior dela. Bem, lendo o livro, tem ate umas cenas engraçadinhas que a Ana “briga” com o subconsciente dela. Me fez lembrar até daquela série que a Hilary Duff fez, Lizzie McGuire. Então, temos Ana, seu subconsciente e sua deusa interior. Na minha concepção, o que Ana quis dizer pode deusa interior é o seu lado sexual que ela não suspeitava que havia (afinal, todo mundo sabe que ela era virgem até conhecer o Grey). Realmente essa expressão não caiu bem.

Muitos comentaram sobre a escrita da James, que é muito repetitiva e pobre. Realmente ela repete muitas vezes a mesma palavra ao longo do livro. Tive oportunidade de ler umas partes do livro em inglês e, posso afirmar que o trabalho de tradução foi bem feito (por isso a quantidade de palavras).

Quanto ao filme que foi lançado no ano passado, no meu ver, o livro foi bem adaptado. Eles souberam dosar bem as cenas de sexo no filme para que ele realmente não virasse uma pornô nas telonas.

No fim das contas, eu realmente estava com receio de ler esse livro, mas até que ele serviu para dar umas risadas e passar o tempo.