Título: Liberta-me
Título Original: Unravel Me
Autor: Tahereh Mafi
Série: Shatter Me #2
Páginas: 448
Ano: 2013
Editora: Novo Conceito
Sinopse: Liberta-me é o segundo livro da trilogia de Tahereh Mafi. Se no primeiro, Estilhaça-me, importava garantir a sobrevivência e fugir das atrocidades do Restabelecimento, em Liberta-me é possível sentir toda a sensibilidade e tristeza que emanam do coração da heroína, Juliette.
Abandonada à própria sorte, impossibilitada de tocar qualquer ser humano, Juliette vai procurar entender os movimentos de seu coração, a maneira como seus sentimentos se confundem e até onde ela pode realmente ir para ter o controle de sua própria vida. Uma metáfora para a vida de jovens de todas as idades que também enfrentam uma espécie de distopia moderna, em que dúvidas e medos caminham lado a lado com a esperança, o desejo e o amor.
A bela escrita de Tahereh Mafi está de volta ainda mais vigorosa e extasiante.


ATENÇÃO! Se você não leu os livros e/ou as resenhas anteriores, pode conter spoiler

Liberta-me começa onde paramos em Estilhaça-me. Juliette está no Ponto Ômega e descobre que nesse lugar vivem pessoas assim como ela: pessoas com dons. Agora, com uma possível guerra se aproximando, Juliette necessita aprender a controlar seus poderes. Porém, além de sentir que não pertence a aquele lugar, Juliette tem outras preocupações.

As pessoas ainda têm medo dela, do seu dom e o que ela pode fazer. Tudo piora quando sua relação com Adam começa a mudar: eles estão frequentemente discutindo e, o pior de tudo, ele evita que ela o toque. Além disso, Juliette não consegue entender o porquê de Warner preencher seus pensamentos.

O tempo está passando para Juliette e uma possível guerra se aproxima. Ela sabe que, no final, ou aprende a controlar seus poderes ou será mais uma baixa na luta contra o Restabelecimento. E, nesse meio tempo, ela terá de travar uma luta bem pior: uma luta entre ela e seu coração.

Em Liberta-me somos outra vez agraciados com a escrita linda da Tahereh, apesar de ser um livro um tanto cruel. Narrado em primeira pessoa, agora vemos Juliette tentar se readaptar a viver em sociedade e bem... Podemos dizer que nem ela e nem a sociedade está fazendo um bom trabalho.

Garota assustadora e monstruosa com um toque letal. Garota triste e patética com mais nada a oferecer a este mundo. Sem qualquer utilidade além de ser uma arma, uma ferramenta para torturar e assumir o controle. É isso que ele quer de mim. 

Apesar disso e também de não cooperar muito, Juliette não fica mimizando por aí como uma adolescente (às vezes esqueço que eles realmente são adolescentes). Ela entende o porquê que todos são assim com ela, mas, se ela tem medo de si mesma, por que as outras pessoas não teriam também?

Para dar uma leveza nessa depressão toda, aparece Kenji. As cenas dele com a Juliette são as melhores. E ele é dos meus: fala umas verdades na cara dela e não tá nem aí. Kenji é um dos meus personagens favoritos porque ele sabe do potencial da Juliette, mas odeia ela se fazendo de coitadinha e ele é o amigo que ela precisa naquele lugar onde todos a temem. Outro fofo na historia é o irmãozinho de Adam, James. Muito amorzinho com Juliette, ao contrario do irmão. Falando no irmão...

Se no final de Estilhaça-me eu era team Adam, Destrua-me fiquei no muro entre Adam e Warner, em Liberta-me, virei totalmente à casaca e virei team Warner. Ai, Warner... Aparecendo na hora certa. Como alguém disse no twitter uma vez: “Não adianta dizer que era team Adam quando já era team Warner desde o começo. Aceita que dói menos.”

Algo que me incomodou nesse livro foi as constantes DRs de Adam e Juliette. O Adam desse livro está um pouco diferente do 1º livro. Ele ainda demonstra gostar muito de Juliette, mas, em alguns momentos, ele fica frio e distante e Juliette fica sem entender. Logo, ela acha que fez algo de errado.

O babado fica forte quando Warner reaparece na vida de Juliette (não irei contar como porque senão é spoiler). Warner, melhor pessoa. OK! Não vamos exagerar, mas já ficou claro que eu visto a camisa team Warner. Pelas cenas que ele fica sozinho com a Juliette, percebe-se que há uma química muito grande entre os dois. E uma atração também.

- É possível - ele sussurra - que você não sinta este fogo entre nós?

Diferente de alguns livros, Liberta-me não caiu na maldição. Considero ele como um livro transitório, onde vemos personagens começarem a tomar um rumo próprio, mesmo que não seja do nosso gosto.

Resenhas anteriores
Livro 1 - Estilhaça-me (Shatter Me)
Livro 1.5 - Destrua-me (Destroy Me)