Título Original: Ant-Man and The Wasp
Sinopse: Após ter ajudado o Capitão América na batalha contra o Homem de Ferro na Alemanha, Scott Lang (Paul Rudd) é condenado a dois anos de prisão domiciliar, por ter quebrado o Tratado de Sokovia. Diante desta situação, ele foi obrigado a se aposentar temporariamente do posto de super-herói. Restando apenas três dias para o término deste prazo, ele tem um estranho sonho com Janet Van Dyne (Michelle Pfeiffer), que desapareceu 30 anos atrás ao entrar no mundo quântico em um ato de heroísmo. Ao procurar o dr. Hank Pym (Michael Douglas) e sua filha Hope (Evangeline Lilly) em busca de explicações, Scott é rapidamente cooptado pela dupla para que possa ajudá-los em sua nova missão: construir um túnel quântico, com o objetivo de resgatar Janet de seu limbo.
Elenco: Paul Rudd, Evangeline Lilly, Michael Peña, Michael Douglas, Hannah John-Kamen, Laurence Fishburne, Michelle Pfeiffer, entre outros
Duração: 118min
Roteiro: Andrew Barrer, Gabriel Ferrari, Chris McKenna, Erik Sommers, Paul Rudd
Produção: Kevin Feoge, Stephem Broussard
Direção: Peyton Reed



Creio que sou uma das poucas pessoas que realmente gosta dos filmes do Homem-Formiga. Ok que meu super crush no Paul Rudd desde As Patricinhas de Beverly Hills pode influenciar um pouco nesse gostar, mas o fato é que os seus filmes são um pouco longe da história contada pelos outros filmes do MCU. Não é bem um filler, já que ele conta com algumas referências dos outros filmes, mas você também não precisa ficar encucado em assistir antes de sair o próximo filme do MCU.


Quando comentaram que ele seria uma espécie de comédia romântica, eu me questionei o que os roteiristas andaram bebendo para fazer algo do tipo em um filme de herói. Depois de assistir, entendi o que eles quiseram dizer com essa declaração.


O que mais gostei nesse filme - além do foco na Vespa - é o seu tom cômico sem ser forçado. Não chega a ser um Guardiões da Galáxia da vida, mas esse tom leve veio em boa hora, já que o filme foi lançado depois daquele massacre chamado Guerra Infinita pt 1.

Paul Rudd é um ator muito subestimado na indústria cinematográfica. Nesse filme, ele consegue passar o ar divertido de Scott, ao mesmo tempo que ele também se preocupa como suas ações em Guerra Civil influenciam a vida de sua filha e de seus ex-empregadores. E que coisa mais fofa é a relação dele com sua filha.


Hope (Evangeline Lily) como Vespa já foi introduzida brevemente no final do filme anterior e nesse aqui ela é quem rouba a cena, já metendo a mão na massa. Apesar de seus problemas, ela e Scott formam uma boa dupla e a química entre os atores na tela é bem visível. Enquanto Scott tenta dar uma leveza nas situações sérias (novamente sem soar forçado), Hope é o cérebro e a inteligência.


Um detalhe que gostei bastante foi a participação ativa de Hank (Michael Douglas) nas missões. Geralmente o cientista idoso fica só de apoio moral lá do seu laboratório, mas aqui ele acompanhava tudo de perto. Outro detalhe interessante foi o romance entre Hope e Scott - ou a falta dele. Assim como no primeiro filme, ele fica super de segundo plano e, quando aparece, é tão rapidamente que nem faz tanta falta assim.


Como falei no começo, os alívios cômicos do filme não são forçados, aparecendo e sendo encaixados nos momentos certos. A maioria deles é protagonizada por Luís (Michael Peña), pra mim o melhor personagem de todo MCU.


As cenas de ações são bem feitas, como sempre. O destaque aqui vai para a mudança de tamanho dos heróis durante as lutas, aumentando e diminuindo de tamanho. Já não é segredo para ninguém que eu amo os efeitos especiais do MCU. As lutas sempre bem coreografadas e de tirar o fôlego.


A vilã Fantasma (Hannah John-Kamen) foi o ponto fraco do filme. Na verdade ela como vilã foi muito fraca. Não sei como rola nos quadrinhos, mas achei sua participação aqui um tanto forçada. Já acompanho o trabalho da Hannah desde o início da série Killjoys e eu tenho uma relação de amor e ódio com ela e seus papéis em qualquer que seja a produção. Por mais que eu não ache seu trabalho ruim, em certos momentos soa um pouco forçado por conta das suas expressões faciais.


E a pergunta que não quer calar é respondida aqui: onde estava Homem-Formiga quando rolou toda a treta com Thanos? A resposta de seu destino depois do estalar de dedos já era uma suspeita para mim e eu só posso dizer: VEM HOMEM-FORMIGA E CAPITÃ MARVEL SALVAR TODO MUNDO!



Considerações finais
- Foquemos no fato da Vespa maravilhosa em super destaque nesse poster
- Se o Luis não é o melhor personagem do MCU, eu não sei quem é...