Título: Uma Semana Para Se Perder
Título Original: A Week to be Wicked
Autor: Tessa Dare
Série: Spindle Cove #2
Páginas: 288
Ano: 2015
Editora: Gutenberg
Sinopse: O que pode acontecer quando um canalha decide acompanhar uma mulher inteligente em uma viagem?
A bela e inteligente geóloga Minerva Highwood, uma das solteiras convictas de Spindle Cove, precisa ir à Escócia para apresentar uma grande descoberta em um importante simpósio. Mas para que isso aconteça, ela precisará encontrar alguém que a leve.
Colin Sandhurst Payne, o Lorde Payne, um libertino de primeira, quer estar em qualquer lugar menos em Spindle Cove. Minerva decide, então, que ele é a pessoa ideal para embarcar com ela em sua aventura. Mas como uma mulher solteira poderia viajar acompanhada por um homem sem reputação?
Esses parceiros improváveis têm uma semana para convencer suas famílias de que estão apaixonados, forjar uma fuga, correr de bandidos armados, sobreviver aos seus piores pesadelos e viajar 400 milhas sem se matar. Tudo isso dividindo uma pequena carruagem de dia e compartilhando uma cama menor ainda à noite.
Mas durante essa conturbada convivência, Colin revela um caráter muito mais profundo que seu exterior jovial, e Minerva prova que a concha em que vive esconde uma bela e brilhante alma. Talvez uma semana seja tempo suficiente para encontrarem um mundo de problemas. Ou, quem sabe, um amor eterno.


Se você não leu os livros e/ou resenhas anteriores, não se preocupe
Essa resenha é livre de spoilers

Uma Semana Para Se Perder era o meu livro mais aguardado da série. Desde o primeiro encontro de Minerva e Colin no livro anterior (Uma Noite Para Se Entregar), estava com muitas expectativas sobre a história do casal. Todas elas foram mais que correspondidas.

Minerva Highwood é uma geóloga. Ela prefere conviver entre rochas e formações do que com gente. (Assim, certas vezes é melhor mesmo…) Apesar da super baixa autoestima, Minerva é uma mulher muito inteligente, determinada, resiliente e não leva desaforo para casa. E está decidida a ir no simpósio em Edimburgo para mostrar sua grande descoberta em Spindle Cove. Engolindo seu orgulho, ela pede ajuda para Colin Sandhurst para cumprir essa jornada.

Colin Sandhurst, aka Lorde Pain Payne, é um libertino devasso e não faz questão de esconder isso. Mas ninguém imagina que por baixo de todo aquele charme e sorriso galanteador, existe um homem com traumas profundos. Durante a viagem com Minerva, vamos conhecendo um Colin gentil e de bom coração, fiel e leal às suas promessas.

Dizer que essa viagem foi, no mínimo, aventureira é elogio. Esses dois vivenciaram em primeira mão uma das principais Lei de Murphy: se algo for dar errado, vai dar errado e da pior forma possível. Claramente gerou situações super engraçadas, apesar do coração saber que era errado rir algumas delas.

Minerva e Colin formam um dos meus tipos preferidos de clichê: do “ódio” ao amor. Farpas e farpas são trocadas durante a viagem, gerando diálogos engraçados. Ao mesmo tempo, ambos vão se conhecendo melhor, observando características interessantes na personalidade de cada um. Adorei o fato de Colin apoiar Minerva em sua carreira como geóloga e fazer de tudo para que ela consiga apresentar sua descoberta.


A química entre dois é bastante palpável. Tivemos uma breve amostra no livro anterior, mas nem se compara com esse. Apesar de ser um tanto inocente quando se trata de relacionamentos com o sexo oposto, Minerva não se deixa intimidar por sua “ruína”. Apesar de libertino, Colin tem suas regras e princípios. De início, ele tenta resistir à sua atração por Minerva, mas o sentimento falou mais alto. Tessa estava bem pra frente com algumas ~cenas~, mas não foram colocadas aleatoriamente; elas fizeram parte do desenvolvimento deles, principalmente quando se trata de confiança e entrega.

Como falei no começo, Minerva tem uma autoestima praticamente abaixo de zero e sua mãe não colabora, sempre apontando seus “defeitos”e comparando com a irmã. Só God sabe o quanto eu quis arrastar a fuça dessa mulher no asfalto quente. Colin foi o primeiro a perceber que existe bem mais dentro de Minerva e a incentiva a explorar esse lado, porque às vezes só precisamos de alguém para dar aquele empurrãozinho.

O livro todo arrancou altas risadas de minha pessoa, mas destaco aqui em especial um capítulo na reta final. Nunca ri tanto com uma declaração de amor e um pedido de casamento. O epílogo foi a coisa mais fofa do mundo, caindo como uma luva sobre o casal.

Assim como Uma Noite Para Se Entregar, aqui Tessa já vai introduzindo a história do casal do próximo livro. A Dama da Meia-Noite estrela Kate Taylor (professora de música de Spindle Cove) e Samuel Thorne (cabo da milícia de Spindle Cove). Pelos capítulos dedicados a eles, já deu pra perceber que a história vai ser um pouco mais densa.

Uma Semana Para Se Perder provavelmente vai ser o meu livro favorito da série, com Tessa Dare se tornando uma das minhas autoras de época favorita!

Resenhas anteriores
Livro 1 - Uma Noite Para Se Entregar (A Night to Surrender)
Livro 1.5 - Once Upon a Winter's Eve