Título Original: Whiplash
Sinopse: O solitário Andrew (Miles Teller) é um jovem baterista que sonha em ser o melhor de sua geração e marcar seu nome na música americana como fez Buddy Rich, seu maior ídolo na bateria. Após chamar a atenção do reverenciado e impiedoso mestre do jazz Terence Fletcher (JK Simmons), Andrew entra para a orquestra principal do conservatório de Shaffer, a melhor escola de música dos Estados Unidos. Entretanto, a convivência com o abusivo maestro fará Andrew transformar seu sonho em obsessão, fazendo de tudo para chegar a um novo nível como músico, mesmo que isso coloque em risco seus relacionamentos com sua namorada e sua saúde física e mental.
Elenco: Miles Teller, J.K. Simmons, Paul Reiser, Melissa Benoist, Austin Stowell
Duração: 107min.
Roteiro: Damien Chazelle
Produção: Jason Blum, David Lancaster, Michel Litvak, Jason Reitman
Direção: Damien Chazelle


Esse veio no tempo certo...

Eu lembro que, no começo do ano, eu tinha a meta de ver os filmes indicados para o Oscar antes dele acontecer. Deveria ter deixado a meta aberta porque isso nunca aconteceu. Mil anos depois, agora que assisti UM. Olha, me arrependo de não ter assistido antes.

Whiplash – Em Busca da Perfeição conta a história de Andrew Neyman (Miles Teller) que, desde pequeno, sempre sonhou em ser um sucesso na bateria. Andrew estuda na melhor escola de jazz dos Estados Unidos e, depois de muito esforço, ele consegue o posto de baterista substituto na banda principal da escola, comandada pelo rígido Terrence Fletcher (J.K. Simmons). Após ingressar no grupo, Andrew irá perceber que ele terá de se esforçar mais ainda para poder se adequar aos métodos do seu professor e se tornar a próxima lenda do jazz.

Apesar do filme ser curto, ele passa uma mensagem interessante: qual o limite para submeter uma pessoa para que ela alcance todo seu potencial? Os métodos de Fletcher são humilhantes e degradantes até a beira de violência: de xingar a família até arremessar cadeiras (não comigo). Fletcher acredita que não elogiando o “bom trabalho” (essa expressão, segundo ele, acha que é a pior que se pode dizer a alguém) é um jeito de fazer a pessoa crescer.

Devo confessar que passei o filme todo conversando (pra não dizer, gritando) com a televisão. Sou dessas que se envolve demais com o filme. Em alguns momentos das “aulas” do Fletcher, eu pensava: se fosse comigo, eu mandava um NOT IN MY FUCKING TEMPO TOO na cara dele, jogava as baquetas pro alto, arremessava a cadeira de volta naquela careca e ia embora porque eu sou tudo menos obrigada. Mas, como é um filme, eu tenho de me contentar em ficar só revoltada mesmo. Assista ao vídeo abaixo que irão entender. (ATENÇÃO! Como é cena do filme, se você considera como spoiler, pule para o parágrafo seguinte)

Como disse uma amiga, agonizantemente bom. As cenas do Andrew treinando na bateria para poder acertar o tempo certo da música me fizeram sentir na pele dele. Não vou nem comentar dos ensaios.

Eu sou suspeita para falar porque amo jazz, então fiquei apaixonada por todas as músicas que eles tocaram no filme. A trilha sonora original foi composta pelo Justin Hurwitz. A fotografia do filme é muito perfeita, assim como a passagem das cenas.

Miles Teller está no seu maior momento de ascensão. Conhecido pelos filmes não tão conhecidos como The Spectacular Now e That Awkward Moment (parênteses pra comentar que o Zac Efron apareces zilhões de vezes sem camisa nesse filme) e pelos filmes voltados para o público jovem como Divergente e Quarteto Fantástico, esse filme foi bom para sua carreira porque o mostrou em um papel mais sério.

Whiplash ganhou o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante (JK Simmons), Melhor Montagem e Melhor Mixagem de Som e foi indicado para Melhor Filme, que ficou com Birdman.

Assistam Whiplash. Ele vai te deixar na beira da cadeira mas, ao mesmo tempo, vai te deliciar com o jazz.